O
tipo de reservatório de água apresentado nesta
publicação, se enquadra na categoria dos tanques de
ferrocimento, onde uma malha de barras de ferro e telas é
preenchido com massa de cimento. A presente tecnologia porém
reserva algumas diferenças, entre elas principalmente o uso
reduzido de ferro - somente tela de galinheiro e arame liso - e muita
economia de tempo.
O nome correto seria:
CISTERNA DE ARGAMASSA DE CIMENTO, REFORÇADA COM ARAME E TELA.
Podemos chamá-lá também de CISTERNA DE ARAME E CIMENTO ou CISTERNA DE FORMA ou então CISTERNA DE TELA E ARAME.
O
modo de construção assemelha-se à maneira de construir uma casa de
taipa, um processo muito conhecido pela população, onde a estrutura das
paredes, madeira enlaçada, é preenchida pelos dois lados com barro.
Assim a tecnologia é facilmente assimilada pela população.
A
tecnologia da Cisterna de Forma se presta tanto para pequenos como para
grandes programas de construção de cisternas. O preço da forma influi
muito pouco e é largamente compensado pela rapidez da construção e
economia de material: na construção de 120 cisternas, de 11.000 litros
cada, com a mesma forma, o custo distribuído da fôrma fica em R$ 4,60 para cada
cisterna.
As chapas de aço, depois de desmontada a fôrma
cilíndrica, ficam planas novamente e são facilmente transportadas em
pic-up's pequenas, como Saveiro ou Pampa ou mesmo em carroças.
A
parte mais cansativa da construção da maioria dos modelos de cisternas,
é a escavação do buraco, que receberá a cisterna. No modelo presente,
este trabalho é desnecessário, pois a
cisterna fica acima do solo. Só para ter uma idéia: para uma cisterna
de 11 m³, enterrada a dois terços de sua altura, precisamos escavar um
buraco de mais de 20 m³.
O
se destaca nesta tecnologia que ela é
praticamente à prova de vazamentos (desde se seguiram as recomendações
para tecnologias de cimento). Eventuais vazamentos, por exemplo
por causa de inclusão na massa de um pedaço de madeira ou sementes, são
facilmente consertados, recortando o vazamento com uma talhadeira fina
e martelo e preenchendo o buraco com massa de cimento, do mesmo traço
usado na construção.
Interessante neste tipo de cisterna é que
com pequenas modificações, no fundo e no teto, ela facilmente pode ser
transportada em cima de um caminhão. Assim, as cisternas podem ser fabricadas em
série (com ainda mais economia de tempo e material) num pátio central
de construção e distribuídas nos distritos e povoados do município.
Outras utilizações:
Além de servir para guardar a "colheita da água", como o lavrador/a costuma dizer, representa uma opção acertada como
* reservatório de água ao lado de um poço, ou como
* tanque intermediário na irrigação ou para
* fins industriais.
* Igualmente, a tecnologia se presta muito bem para fazer caixas
d'água para uso doméstico (utilizando tela de viveiro e arame de 1 mm),
a um preço de aproximadamente de um quarto de uma caixa de amianto - disponível no comércio.
* Propomos também a sua utilização - com formatos apropriados - para silos de cereais e forragens.
Nos
anexos encontramos dicas sobre o trabalho com cimento, sobre os
componentes do concreto, o manejo da massa e os cuidados na construção.
Esta parte é interessante para todos que trabalham com cimento e querem
aproveitar ao máximo as qualidades deste material de construção tão
difundido hoje em dia.