A CAPTAÇÃO DA ÁGUA DA CHUVA - um desafio à racionalidade |
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Quando se fala do Nordeste Brasileiro, o que todos apontam como principal problema, é a falta de água, a seca. Analisando porém as precipitações anuais, a sua distribuição durante os meses, a sua ocorrência durante as 24 horas de um dia, veremos que o Nordeste se difere climaticamente de outras regiões, pela irregularidade da chuva. Das chuvas que caiem anualmente sobre o Nordeste, 36 bilhões de metros cúbicos se desperdiçam no escoamento superficial, correndo para os rios e o mar.
A água do subsolo pode também representar uma fonte de abastecimento: porém, uma grande parte do Semi-árido
possui um subsolo cristalino, onde encontramos água só em fendas da
rocha, em pouca quantidade e em sua maior parte com altos teores de sais.
Um
outra parte do Nordeste possui um subsolo arenoso com lençol freático
abundante, mas normalmente a água se encontra em maior profundidade.
Analisando as duas situações vemos que especialmente para a situação do cristalino a captação e o armazenamento da água da chuva é a solução mais indicada para se ter água durante os meses sem precipitação. Perfurar um poço, é sempre caro, além do que a água achada pode ser salobra ou em quantidade reduzida.
Para captar e armazenar água numa cisterna, não são necessários motores e bombas, nem óleo diesel ou energia elétrica, nem uma cara manutenção. Menos ainda de um dessalinizador.
Também para as regiões nordestinas de arenito, onde existe um lenço freático abundante, mas em maior profundidade, a cisterna é indicada, por questões econômicos e de praticidade.
Por estas razões, uma das fontes primários de abastecimento para o Nordeste, deve ser a água de chuva coletada e armazenada.