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Editorial

Brasil cai no índice de Liberdade de Imprensa

Na sexta feira, dia 30 de agosto foi lançado no Brasinha, em Juazeiro a Lei da Mídia Democrática, o Projeto de Lei de Iniciativa Popular das Comunicaçõeso.

Segue uma contribuição sobre a liberdade da imprensa no Brasil, avaliada pela ONG Reporteres sem Fronteira: http://en.rsf.org/http://es.rsf.org/ (versão em espanhol)

A organização Reporteres sem Fronteiras (Reporters sans frontières), sigla RSF, foi fundado em 1985 em Montpellier na França. É uma organização sem fins lucrativos e possui o status de consultor junto à UNESCO.


No site da organização podemos ler o seguinte:

“Liberdade de expressão e de informação será sempre a liberdade mais importante do mundo. Se os jornalistas não seriam livres para relatar os fatos, denunciar abusos e alertar o público, como poderíamos resistir o problema das crianças-soldados, defender os direitos das mulheres, ou preservar o nosso meio ambiente? Em alguns países, os torturadores parem seus atos atrozes tão logo eles são mencionados na mídia. Em outros, os políticos corruptos abandonam seus hábitos ilegais quando jornalistas investigativos publicam detalhes comprometedores sobre suas atividades. Ainda em outro lugar, massacres são impedidos quando a mídia internacional centra a sua atenção e câmeras em eventos.

A liberdade de informação é a base de qualquer democracia. No entanto, quase à metade da população do mundo ainda é negada.”

As atividades do Reporteres sem Fronteiras acontecem nos cinco continentes, através de uma rede de 150 correspondentes, todos em estreita cooperação com grupos locais e regionais de liberdade de imprensa, grupos de direitos humanos, jornalistas, juristas e pesquisadores. Possui ainda 10 escritórios e secções pelo globo.


Além desta atividade ainda tem a missão de dar assisstência moral e financeira a jornalistas perseguidos e suas famílias e de ajudar materialmente a jornalistas em zonas de guerra, para melhorar sua segurança. A cada ano divulga um índice de liberdade de imprensa, abrangendo quase 180 países do mundo. A pontuação vai de 0 a 100, sendo 0 a melhor e 100 a pior colocação.


Quais são os seis indicadores:


Pluralismos: mede a amplitude da representação de opiniões na mídia.
Independência da mída: mede a capacidade da mídia de funcionar independemente das autoridades.
Ambiente de trabalho e autocensura: analisa o ambiente de trabalho do/da jornalista.
Quadro legislativo: avalia o conjunto das leis e mede sua eficiência.
Transparência: mede a transparência das instituições e os procedimentos que afetam a produção de notícias informação.
Infraestrutura: mede a qualidade da infraestrutura de apoio para a produção de notícias e informações.
Um indicador a parte, é da violência contra jornalistas (prisão, morte, sequestro, ataques, saques der equipamentos...), também contado de 0 a 100.

O Índice de Liberdade de Imprensa 2013 (contando os meses de dezembro 2011 a novembro 2012), mostrou uma queda para os Brasil. Como em quase toda parte do mundo, países importantes, considerados modelos regionais, cairam no índice. Brasil que estava no 99º lugar caiu 9 pontos para a 108ª posição: principalmente devido ao assassinato de cinco jornalistas e dos problemas persistentes que afetam o pluralismo da mídia. Na lista constam 179 países. Nas três primeiras posições encontramos Finlândia, Holanda e Noruega, com pontuação um pouco acima de 6.
Para citar alguns outros países: a Alemanha tem posição 17, Portugal 28, EUA 32 (18,22 pontos), a França 37, Moçambique 73, Peru 105, Índia 140. Os últimos três da lista são Turkmenistan, Corea do Norte e Eritréa.

É realmente algo a assustar quantos países estão na nossa frente: países muito mais pobres e em relação aos quais sempre se teve a dúvida em relação à liberdade da imprensa. ( veja a lista completa mais em baixo).

No espaço dedicado exclusivante à casos do Brasil, encontramos 14 páginas com muitas notícias que mostram como a profissão de reporter, jornalistas, bloguista, provedot de website pode ser mortal.


Vamos citar os casos na página 1. (Importante destacar que os casos apontados, tem ligação direta com o exercício da profissão.)
- Inicia com a denúnica de brutalidades contra jornalistas durante a visita do Papa e durantes as manifestações. Referente estas últimas diz: “Primavera do Brazil”, críticas contra a mídia está o.k., mas não a violências contra jornalistas.
- Absurdo é o caso do Jornalista José Cristian Góes que foi condenado a sete meses e 16 dias prisão por ter escrito uma história curta, zombando sobre a corrupção de políticos locais e ter colocado no seu blog. anônimo, sem citar nome mesmo: “Eu, o coronel em mim - Mando e desmando. Faço e desfaço”: http://www.infonet.com.br/josecristiangoes/ler.asp?id=128810 (vale a pena ler!)
- O próximo caso é do 11 de junho 2012: um Jornalista, José Roberto Ornelas de Lemos é assainado com 44 tiros perto do Rio e outros agredidos pela polícia em São Paulo.
- Fotógrafo de jornal morto a tiros em Minas Gerais, é o próximo caso: Walgney Assis Carvalho Carvalho foi morto somente um mês depois do assassinato de Rodrigo Neto de Feria, que trabalhou no mesmo jornal, Vale do Aço.
- Rodrigo Neto de Faria, reporter criminal de duas mídias locais, Rádio Vangarda AM e do jornal Vale do Aço, MG, foi morto em estilo de execução. As suas reportagens foram peças para o Comité de Direitos Humans da Assembleia de Minas Gerais sobre o envolvimento de policiasi em atividades criminas.
- Mafaldo Bezerra Goes, locutor de uma rádio local foi morto a tiros em Jaguaribe, Ceará, em 22 de fevereiro, de 61 anos de idade.

- O jornalista esportivo Valério Luiz de Oliveira in Goiânia, foi morto aparentemente por expor os demandos na adminstração do Atlético Goiś Football club.

- A página termina com o lançamento de um livro. Todos conhecem os mandos e desmandos de Sílvio Berlusconi, todo poderoso da mída italiana e Primeiro Ministro por seguidas vezes. Pois é, o livro exibe o título: “Trinta Berlusconi, a Paisagem Midiática Quebrada do Gigante Sulamericano.
O títutlo já explica tudo.

 

A conclusão do RSF: Brasil é continua em 2013 ser o país mais mortal para jornalistas no hemisferio Oeste.

Haroldo Schistek
31/8/13

Autor(a): Haroldo Schistek

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