Educação
A educação no Semi-árido brasileiro não conseguiu promover um serviço condizente à melhoria das condições de vida da população. As políticas assistencialistas desintegradas não conseguiram enfrentar o ciclo de geração de pobreza e frear o fluxo migratório da população para outras regiões e cidades metropolitanas do país.
Os planos pedagógicos do qual o currículo faz parte, são desarticulados da realidade local e propagadores da problemática da região, entre elas a suposta incapacidade de resolver suas necessidades. Funcionam como passaporte para levar as pessoas, sobretudo do campo, para os grandes centros urbanos, contribuindo para o aumento da miséria nas periferias em função da falta de infra-estrutura, disponibilidade de trabalho e renda, elementos que as políticas públicas não são capazes de responder.
O enfoque educacional para esta região precisa transformar a velha idéia de que a grande desigualdade social aqui existente resulta do clima (ou melhor, das secas...), como sempre se acostumou a ouvir. Há algum tempo vem se comprovando que as secas não passam de uma questão natural e que a miséria resulta da ausência de políticas apropriadas às condições climáticas do semi-árido.


