IRPAA - 20 anos trabalhando pela convivência do semiárido

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Os saberes tecidos no contexto: a vertente educativa da Convivência com o Semiárido fundamentando novas práticas e metodologias pautadas na contextualização

A reflexão que se traz neste artigo é sobre a vertente educativa e cultural impulsionada pela proposta da ‘Convivência com o Semiárido Brasileiro’, e como tece seus nós para construir a Educação Contextualizada.
 

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A reapropriação social da natureza: um estudo preliminar das ações de “Convivência com o Semi-árido” pela Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá – Bahia

O contexto contemporâneo marca-se pela globalização regida pela racionalidade econômica e pelas leis do mercado, no entanto, emerge uma política do território, do ser e do tempo reafirmando identidades, mobilizando lutas por novos direitos culturais dos povos, pela legitimação de regras mais plurais, pela reafirmação da convivência social e de reapropriação da natureza.
 

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Natureza, território e desenvolvimento rural no Semi-árido brasileiro: estudo preliminar das ações da ‘Convivência com o Semi-árido’ em Juazeiro – Bahia

As considerações postas neste trabalho tratam-se da relação natureza, território e desenvolvimento rural no Semi-Árido e suas correlações com a proposta da “Convivência com o Semi-Árido”.Estas questões são pensadas empiricamente para o território de Juazeiro (...). A partir dos significados sobre a natureza e o território Semi-Árido, analisa-se as influências dessas concepções nas intervenções estatais e como se projetou um modelo de desenvolvimento rural para o referido espaço, com foco para o território de Juazeiro.
 

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Seca no Semiárido?

Para iniciar a conversa gostaria de fazer uma correção terminológica. O termo “seca”, ao meu ver, não cabe bem no contexto climático do semiárido. A palavra “seca” quer caracterizar uma situação climática excepcional, de baixa pluviosidade, numa região que normalmente apresenta chuvas regulares. Esta definição não se aplica ao SAB (Semi Árido Brasileiro).

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Os Fechos “Fechos de Pasto”, terra de uso coletivo, território das Comunidades camponesas no Vale do Rio Arrojado

Artigo escrito por Eldo Moreira Barreto, que atualmente integra a Equipe do Irpaa e é membro da comunidade Camponesa de Praia e da Associação Comunitária dos Pequenos Criadores do Fecho de Pasto de Clemente – localizada no Município de Correntina – BA.

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O Barreiro Trincheira

Escavadeira hidráulica

A ideia do Barreiro Trincheiro é antiga. São os “caxi­os”, reservatórios escavados no subsolo, com pare­des verti­cais estreitos e profundos. A intuição e experi­ência davam razão à população: quanto maior a profundi­dade e me­nor a superfície do reservatório, mais tempo durará a água captada da chuva.

O advento dos tratores de esteira significou o fim dos caxios, que por certo exige muita garra das famílias e trabalho em anos seguidos. As escavações feitas pelo trator de esteira resultam em bacias de ampla superfície, mas pouca profundidade. Estes reservatórios secam rá­pido, pela maior infiltração no solo e grande evapora­ção.

Este trabalho foi apresentado no 8º Simpósio de Captação e Manejo de Água da Chuva em Campina Grande, PB, 14 a 17 de agosto de 2012

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A Bomba d´Água Popular

BAP

No SAB (Semiárido Brasileiro) encontramos de um lado bombas d'água motorizadas, de tecnologia avançada e do outro lado muitos equipamentos tecnologicamente antiquados, fabricados com matérias-primas inferiores e de vida útil curta. Existem os cataventos do tipo leque, nas suas torres de ferro, que lembram cenas do faroeste americano ou as pesadas bombas de braço, feitas em ferro fundido, com tecnologias da época da imigração alemã. E encontramos as mais modernas bombas elétricas centrífugas submersas que necessitam de um conjunto gerador para fornecer a energia elétrica trifásica onde não exista rede elétrica. Ou então bombas submersas, impulsionadas por painéis fotovoltaicos, controlados por microprocessadores. Faltava uma bomba manual resistente, de fácil manejo, de preço acessível e que pudesse aproveitar a água relativamente rasa e com vazão pequena do embasamento cristalino que predomina em 80 % desta região. Este artigo quer mostrar o caminho, antecedentes e circunstâncias que a introdução da Bomba d'Água Popular (BAP) tomou, além de descrever seu projeto tecnológico e sua utilidade.

Este artigo foi apresentado no 8º  Simpósio de Captação e Manejo de Água de Chuva em Campina Grande, PB,  14 a 17 de agosto de 2012

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SEGURO GARANTIA-BODE

 

SEGURO GARANTIA-BODE

Clovis Guimarães Filho1

Os governos, federal, estaduais e municipais, pagaram seguro garantia-safra a mais de 700 mil agricultores familiares do semiárido na safra 2010-2011 e, por incrível que pareça, ainda fazem ruidosa publicidade dessa ação que pode ser considerada como um prêmio a um insucesso planejado. O foco central dos debates é equivoca­do. Não se discute a produção e o que precisa ser feito para incrementá-la. Pratica­mente não se vê nos noticiários publicidade sobre tonelagens recordes, ou mesmo normais, de milho e feijão produzidas, apenas quantas mil famílias foram “beneficia­das” com os programas de distribuição de sementes ou com o pagamento do seguro. Bastante compreensível a omissão, considerando que os cultivos de mi­lho e do feijão no semiárido só têm chance de sucesso em três de cada dez anos de cultivo. O problema é que o seguro garantia-safra é aplicado para qualquer área do semiárido, sem critério claro de zoneamento e na grande maioria dos cultivos, nas zonas mais secas, o agricultor familiar não conta com qualquer apoio técnico efeti­vo. Um estudo da Embrapa indica que essas culturas são de muito baixa viabilidade em mais da metade da área do semiárido, aquela correspondente às áreas conside­radas no estudo como de “baixa oferta ambiental”. Somente no estado do Piauí o governo já pagou mais de 120 milhões de reais aos agricultores por perdas na safra no período 2003 a 2010. Dos mais de 68 mil agricultores inscritos no Garantia Safra 2010-2011, apenas 338 (meio por cento) conseguiram salvar mais de 50% da pro­dução esperada. Pode-se afirmar que, de certa forma, eles foram induzidos a plan­tar o que não deveriam plantar. Em Pernambuco, dos 66 municípios inscritos, 52 co­municaram perdas ao MDA. Por que a persistência com este programa que estimu­la o cultivo do que não dá para pagar o seguro porque não deu? Por que não limi­tam o seguro às áreas onde essas colheitas sejam agronomicamente mais viáveis e nas áreas mais secas implantam um seguro mais coerente com aquilo que realmen­te é estratégico para a vida do produtor que nelas habita, como o caprino, o ovino, o mel, a galinha e o umbu. Seria um programa que poderia genericamente se cha­mar seguro “garantia-bode” ou “seguro-bode”, o que sintetiza aquilo que realmente o produtor familiar precisa, pois quando a falta de chuvas induz uma escassez des­ses produtos, o produtor e sua família têm realmente comprometida a sua sobrevi­vência. Todo o mundo sabe do valor do bode como o principal fator de fixação do caatingueiro, mas, até hoje, nenhum programa massivo de formação de reservas de forragem para o período seco foi implementado. Alguém sabe qual foi o estoque es­tratégico, em toneladas de silagem ou de feno ou de palma ou de palhadas, monta­do pelos estados do Nordeste para enfrentar o período seco de 2011? E para 2012, quais são as metas previstas? Parece que a ocorrência de uma seca sempre nos pega de surpresa. As armas efetivamente estratégicas contra as secas devem resi­dir em planos microrregionais ou territoriais articulados das secretarias estaduais de agricultura com os municípios e as organizações de produtores, tendo por base o re­conhecimento das secas como fatores normais de produção e não como anormali­dades. O continuísmo de programas que priorizam a distribuição indiscriminada de sementes de milho e feijão, de animais “melhoradores”, de carros-pipa, de cestas básicas, de bolsas isso e bolsas aquilo apenas sugere o completo desconhecimento do potencial em recursos naturais e humanos do semiárido para seguir um caminho mais compatível com as demandas de suas populações. O nosso desafio é adequar as inovações e as políticas públicas às circunstâncias e potencialidades dos produ­tores de base familiar do semiárido, tomando em consideração suas instituições, sua racionalidade, seu limitado acesso a insumos e a assistência técnica e os recur­sos disponíveis na propriedade. No semiárido, como em qualquer outra região, cada ação ou etapa desse trabalho, inclusive a introdução de novas tecnologias, deve ter seu tempo certo e seu espaço adequado para execução. Em suma, não podemos continuar alterando o ecossistema para adaptar pseudo-soluções exógenas. As ver­dadeiras soluções estão aí, bem a nossa frente. Só precisamos aprender a enxergá-las. Urgentemente, já que a caatinga está sendo dizimada a um ritmo próximo aos 300 mil hectares anuais.
_______________
1 Médico-Veterinário, M.Sc. em Animal Science, ex-pesquisador da Embrapa, consultor do Projeto Bioma Caatinga-
BA 

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CAPRINO-OVINOCULTURA NO SEMIÁRIDO BAIANO – ALGUNS CAMINHOS PARA VIABILIZAÇÃO

por: Dr. Clorvis Guimarães FilhoCabra

As políticas públicas e programas de apoio à caprino-ovinocultura desenvolvidos até pouco tempo atrás no semiárido nordestino, além de dispersos e superficiais, se caracterizaram por uma concepção predominantemente assistencialista e por uma excessiva setorização, pelo que, em termos de resultados não propiciaram nenhuma mudança de real impacto ao nível de padrão de vida do produtor e de sua família. Pelo contrário, a ineficácia desses programas colocava sob ameaça de desaparecimento um enorme potencial de trabalho e produção, representado por mais de um milhão de unidades agrícolas de base familiar.

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Lages das aroeiras: Territorialização, parentesco e produção em uma comunidade baiana de fundo de pasto

Dissertação apresentada por Elisa Machado Camarote ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal da Bahia, como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre.

Arquivo em PDF, 1,4 Mb, 198 páginas

anexos: croqui: Anexo%202_Croqui.jpg

      genealogia: Anexo1_Genealogia_.pdf

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A Importância da Marca para o Marketing Social da Rede Sabor Natural do Sertão

Por: Elisabete de Oliveira Costa Santos,

Faculdade São Francisco de Juazeiro - FASJ

Curso de Pos-Graduação latu senso em Marketing Institucional

Juazeiro, abril de 2008

arquivo em  .pdf, 115 páginas, 2 MB

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Sequestro de carbono na caatinga

Publicação elaborada pelo agrônomo Markus Breuss, 2010.

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Seca é seca, falta de água é política

 

Artigo elaborado pelo técnico do IRPAA, José Moacir dos Santos, em julho de 2008, a partir de uma manchete do jornal Bom Dia Piauí, da rede Globo no estado do Piauí, quando o autor defende a tese de que seca é apenas um fenômeno climático, enquanto a falta de água, depende do acesso á água, portanto uma decisão política.

 

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COOPERCUC: UM EXEMPLO DE GESTÃO SOCIOAMBIENTAL SUSTENTÁVEL PARA ORGANIZAÇÕES COLETIVAS NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO

Umbuzeiro

TRABALHO ELABORADO POR

EGNALDO GOMES XAVIER

NO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO (LATO SENSU) EM
GESTÃO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL
CANDEIAS-BA

26 páginas,  316 Kb

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A CONVIVÊNCIA COM O SEMI-ÁRIDO: DESENVOLVIMENTO REGIONAL E CONFIGURAÇÃO DO LOCAL NO PROJETO DO IRPAA

Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Sociologia, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Pernambuco.

ODOMARIA ROSA BANDEIRA MACEDO

163 páginas, 650 Kb

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História do Semi Árido

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Eliminação de vazamentos em cisternas de captação de água da chuva

Palestra proferida no 7º Simpósio de Captação e Manejo de Água de Chuva, em Outubro de 2009, em Caruaru - PE

 Haroldo Schistek

7 páginas, 270 Kb

veja: www.irpaa.org/fotos/file/Cisterna%20Consertar.pdf

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A EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM ÁREA SEMI-ÁRIDA DA BAHIA

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM ÁREA SEMI-ÁRIDA DA BAHIA:
uma contribuição para a gestão

Edilene Barbosa Pinto

Tese mestrado, 171 páginas, 1,3 Mb

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EDUCAÇÃO RURAL E DESENVOLVIMENTO LOCAL SUSTENTÁVEL

A Lógica Subjacente das Relações Inter-Setoriais

LUCIA MARISY SOUZA RIBEIRO DE OLIVEIRA

Tese doutorado, 291 páginas, 1,2 Mb

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Currículo, Contextualização e Complexidade: Espaço de Interlocução de diferentes Saberes

Lucineide Martins Araújo  e Ana Célia Silva Menezes

Artigo, 13 páginas

 

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Cultura e Subjetividade

Odomaria Rosa Bandeira Macedo

Artigo, 8 páginas

 

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O elogio da convivência e suas pedagogias subterrâneas no semi-árido brasileiro

Álamo Pimentel Gonçalves da Silva

Tese doutorado, 260  páginas, 501 Kb

 

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