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Sistematização de experiência das pescadoras de Remanso é exemplo no Sertão do São Francisco

Sistematização de experiência das pescadoras de Remanso é exemplo no Sertão do São Francisco

Gerações de pescadoras se apropriam da própria história a partir do processo de sistematização e agora motivam outros grupos a partir dos relatos sobre os resultados


Pescadoras e pescadores, representantes de associações comunitárias e de empreendimentos de Economia Solidária de municípios do Território Sertão do São Francisco, além de organizações de apoio como Rede de Formação em Economia Solidária, Irpaa, Sasop, Conselho Pastoral dos Pescadores, estiveram reunidas em Remanso (BA) nos dias 14 e 15 de agosto na 1ª Oficina Territorial de Sistematização.

A oficina apresenta a sistematização da experiências de mulheres pescadoras de Remanso que hoje constituem a APPR – Associação de Pescadores e Pescadoras de Remanso, entidade fundada em 2008 e que tem por base a manutenção e fortalecimento da pesca artesanal.

O evento iniciou com a apresentação da história da associação feita por filhas de pescadoras e pescadoras associadas, as quais vivenciaram a sistematização e hoje falam com mais entusiasmo e emoção sobre a história. Em seguida o grupo conheceu o terminal Pesqueiro, onde é feito o beneficiamento de peixe. A troca de informações e debates facilitados com metodologias participativas deram o tom da programação durante os dois dias.

O significado e a importância da sistematização de experiências de comunidades e grupos organizados, entidades populares, movimentos sociais, esteve em discussão com o objetivo de sensibilizar este público a também sistematizar suas experiências.

Sistematizar é ir além de um relatório, é uma forma de provocar que a história seja contada e refletida pelos sujeitos que a construíram ou constroem. “A diferença é: eu contar a minha história e outra pessoa contar. Nós aprendemos que nós é que devemos contar”, disse Eliete Cunha, tesoureira da APPR, ao relatar o quanto o processo de sistematização contribuiu para o grupo se apropriar da própria história.


A Sistematização da APPR


A partir de reuniões, encontros e conversas, a história da Associação foi registrada, levando as protagonistas a pensarem sobre os objetivos e as conquistas da entidade, os desafios superados, a importância para a mudança de vida das mulheres, etc. Eliete, que é do estado do Ceará, relata que com a sistematização ela passou a conhecer melhor a história de Remanso, entender o que a construção da barragem provocou e assim passou a amar e querer defender mais o Rio São Francisco. “Eu me lembro um dia que a gente sentou pra conversar, quando viu tava quase todo mundo chorando com a história”, recorda.

Por considerar algo valioso para o processo de organização e fortalecimento da entidade, a APPR hoje estimula outras organizações a se lançarem na sistematização de sua existência. “É recomendável porque outras pessoas vão conhecer a nossa história, não vai ficar guardada somente dentro da gente”, incentiva Lucília Freitas, também integrante da associação.

“Sistematizar não é só escrever e deixar lá, mas aquilo tem que provocar uma transformação na vida das pessoas, é um processo de construção” defende Lise Guimarães, educadora popular que contribuiu na facilitação da sistematização da experiência da APPR.

O trabalho realizado foi sugerido no I Seminário Regional de Sistematização realizado em 2011 em Recife e foi desenvolvido a partir de propostas metodológicas apresentadas pelo Centro de Formação em Economia Solidária – Cefes.

Texto e Foto: Comunicação Irpaa
 


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