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“Será que a gente tem água sem solo, solo sem vegetação, vegetação sem água?” questões debatidas durante minicurso de microbacias em Simpósio brasileiro

“Será que a gente tem água sem solo, solo sem vegetação, vegetação sem água?” questões debatidas durante minicurso de microbacias em Simpósio brasileiro

Discutir água da chuva e o manejo de microbacias foi um dos objetivos do minicurso, que recebeu o mesmo nome, durante o 9º Simpósio Brasileiro de Captação e Manejo de Água de Chuva. Durante o minicurso as/os participantes puderam compreender a dimensão da concepção de microbacia, na media que conheciam experiências concretas de captação e o uso da água da chuva no norte da Bahia.

O minicurso teve a mediação de Vanderlei Menezes, do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa), Markus Breuss do Semear (Fida/Iica) e Almacks Silva, do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), com a intervenção teatral do colaborador do Irpaa, Antôno Ivo. Vanderlei apresentou uma visão geral de onde vem as fontes de água e de que maneira podemos armazenar esta água, sem esquecer da preservação das fontes terrestres e subterrâneas. Informando sobre o trabalho do Irpaa a partir das cinco linhas de luta pela água e sua importância da preservação das microbacias, são elas: do consumo, da produção de alimentos, de emergência, da comunidade, do meio ambiente.

“Todas essas linhas de água e o conjunto de ações permitem que as famílias tenham água de qualidade nas comunidades rurais, além das famílias se conscientizarem cada vez mais das questões climáticas da nossa região”, opina Vanderlei.   Ele acrescentou que antes de tudo, as famílias precisam ter esta dimensão ao mesmo tempo que saibam gestar a água disponível. Para a estudante de Engenharia Ambiental da UEFS, Neura Mendes, o minicurso esclareceu um pouco mais sobre a realidade do Bioma Caatinga e sua importância dentro do manejo da microbacia.

Markus explicou que o manejo de microbacias compreende um conjunto de ações, desde educação ambiental, a políticas públicas, medidas de controle hidro-edáfico, entre outras, que interferem diretamente na preservação das espécies e combate a desertificação. Ele aponta que para plano de manejo de microbacias é preciso considerar características do Bioma que as microbacias pertencem. No caso do Bioma Caatinga, a sugestão é que se considere a preservação e recuperação de áreas da Caatinga, como a vegetação e solo, para garantir que a água infiltre no solo. “Se a gente só pensa no manejo de água não é suficiente”, esclarece Markus.

Durante a oficina foi apresentada a Experiência de Recaatingamento como uma alternativa viável de manejo da microbacia. Esta intervenção foi iniciada em comunidades tradicionais de alguns municípios do Norte da Bahia, pelo Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada – Irpaa e as próprias comunidades, “o Recaatingamento é uma ação das comunidades fundo de pasto para toda a sociedade”, defende Breuss.

Agressões aos rios

Almaks Silva trouxe a experiência do Projeto Hidroambiental da Recuperação das nascentes do Rio Salitre, no município de Morro do Chapéu, apresentando os primeiros resultados, como surgimento de quatro nascentes após as intervenções. Trouxe a tona as ameaças que a Bacia do Rio São Francisco está sofrendo, começando pelas vazões recorrentes, as obras de transposições, como o Eixo Sul, as barragens na região que voltaram a discutir (Riacho Seco e Pedra Branca), a energia eólica que acaba com os divisores de água, a construção das usinas nucleares, a maioria na região do Submédio do São Francisco. “O rio são Francisco não é mais um rio”, denuncia Almacks.

Ele informou ainda da retirada de água do Rio para alimentar outras bacias, algumas para garantir o abastecimento de água da capital do Estado. Por exemplo, ele informou que os reservatórios da Bacia do Itapicuru, do Vaza Baris, Paraguassu e Jacuípe receberão direta ou indiretamente águas do São Francisco através do canais/transposição. Outra realidade apresentada por Almack diz respeito a agressão as nascentes dos rio que alimentam o Rio São Francisco. Ele avalia que todos estes fatores contribuem para a transformação do rio em intermitente, “estão fazendo muita coisa ao Rio, mas não tem consultado se o Rio aguenta isso tudo”, enfatiza.

O 9º Simpósio Brasileiro de Captação de Água da chuva ofereceu mais quatro minicursos, palestras, sessões técnicas,entre outras atividades. A cerimônia de encerramento acontece na manhã de hoje(15), no Auditório Central da Universidade Estadual de Feira de Santana.

Texto e Foto: Comunicação Irpaa


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