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A fé e esperança dos sertanejos e sertanejas são fortalecidas com a garantia do acesso a água

A fé e esperança dos sertanejos e sertanejas são fortalecidas com a garantia do acesso a água

Ter uma horta, colher seus próprios alimentos, cultivar a alimentação dos seus animais, são alguns das vontades dos agricultores e agricultoras do Semiárido nordestino. Desejo que o casal de agricultores dona Zilta Vieira de Oliveira Campina e seu companheiro Marinaldo Vieira Campinas vem sendo realizando a partir da construção da cisterna -enxurrada em sua propriedade.

Na década de 1980, dona Zilta casou-se e foi morar no interior de Juazeiro, na comunidade da Fazenda Mina, onde criou seis filhos junto com seu companheiro. Hoje apenas dois moram junto do casal. Seu Marinaldo trabalha na produção própria de carvão,vendendo na vizinhança e em cidades próximas à sua comunidade e como ajudante de pedreiro,atividades que garantem o sustento da família.

Com um tímido sorriso, porém com um perceptível orgulho, Zilta fala que seu marido ajuda na construção de cisternas e demais tecnologias na comunidade.É com essa timidez que Zilta relembra como era difícil o acesso de água na propriedade, “Pegávamos água na cacimba, na cabeça ou com carrinhos de mão”, a principal fonte de água ficava aproximadamente três quilômetros da casa da agricultora. Mesmo com essa dificuldade, a vontade de cultivar suas hortaliças era maior, então ela plantava pequenas quantidades de coentro, cebolinhas em uma bacia e pendurava em locais altos, prática usada para consumir menos água e evitar que animais destruíssem a horta.

Depois de muitos anos carregando água, foi implementado na comunidade um poço coletivo, o que permitiu a Zilta a encanar água para sua casa. Porém, seu anseio de aumentar a variedade e tamanho da horta ainda não pode ser concretizado, pois a água do sistema coletivo é salobra, sendo usado apenas para o cuidado da casa.

No ano de 2012, Zilta pode concretizar sua vontade, após receber a cisterna - enxurrada, que tem a capacidade de armazenar 52 mil de litros de água. Desde essa conquista a agricultora cultiva abóbora, pimenta de cheiro, coentro, alface e outras hortaliças.

“A cisterna melhorou muita a vida aqui, graças a Deus. Melhorou pra plantar meus coentros, plantar capim para dar meus bichinhos”, comenta Zilta, que pela segunda vez presenciou a cisterna sendo cheia pela água da chuva. “Encheu que sangrou, derramou água a vontade”, Zilta relata a que isso aconteceu durante as chuvas de fevereiro.

Para Zilda a tecnologia garantiu a melhoria na alimentação da família, com cultivo de verduras e hortaliças livres de qualquer agrotóxico. A agricultora também a cultiva capim e sogro, que auxiliam na alimentação das cabras e ovelhas da família.

Para economizar a água da cisterna o genro de Zilta, criou o sistema de gotejamento, que é ligado duas vez ao dia para molhar a horta. “Meu genro é muito criativo, e agora ele e minha filha, Valdirene estão me ajudando no cuidado com roça, vamos aumentar mais ainda nosso cultivo”, comenta Zilda, que está cheia de esperança de alcançar seu novo desejo: expandir seu plantio e começar a comercializar os produtos na comunidade e em Curaçá, cidade próxima ao seu sítio.

Podendo perceber e vivência as melhorias alcançadas com tecnologia social, Zilda aconselha seus conhecidos a construírem cisternas e a investirem nos canteiros. “Eu falo para Adão (vizinho), tendo cisterna você pode caprichar, plantar suas as coisinhas, as verduras para não andar só comprando em Curaçá”,depõe.

Em união com a filha Valdirene e o genro, a agricultora começou a criar galinhas para postura na expectativa de comercializar os ovos junto com as hortaliças e demais produtos oriundos da agricultura familiar.

Com isso, o acesso às tecnologias sociais, não facilita apenas o acesso a água, mas traz com ela a esperança, a expectativa de melhores condições de vida para o homem do campo, ajuda aos pequenos agricultores e agricultoras a conquistarem novos horizontes.

Texto e foto: Comunicação Irpaa


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