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Crise hídrica: que recado a natureza quer nos dar?

Crise hídrica: que recado a natureza quer nos dar?

As constantes crises de abastecimento que afetam principalmente os grandes centros urbanos no Brasil está deixando muita gente assustada. Os meios de comunicação do país apontam os efeitos da falta de água mas não discutem suas causas. Afinal, por quê tem se falado tanto em crise hídrica?

São muitas as constatações para esse problema que, para muitos, só afetava o Nordeste, uma região que vem se preparando para enfrentar esse problema, o que não acontece com outros estados do país. Os programas de tecnologias de captação de água de chuva para beber e produzir deram uma excelente resposta à escassez de água, se for considerado como as famílias do Semiárido enfrentaram os efeitos dessa última estiagem.

De acordo com os dados da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), atualmente estados nordestinos como Ceará e Piauí tem mais disponibilidade de água por habitante do que São Paulo, por exemplo, e pelos levantamentos da Articulação do Semiárido (ASA) existe hoje um total de mais de 8 trilhões de metros cúbicos de água armazenados em cisternas e barreiros em todo o Semiárido brasileiro, água que viabiliza a produção e vida do povo na região.

De acordo com Roberto Malvezzi (Gogó), a falta de planejamento diante do aumento desordenado da população e as agressões ao meio ambiente comprometeram os maiores reguladores de vazantes das água de superfícies que ocorrem por meios aquíferos (grandes depósitos de água subterrânea). No Brasil, particularmente, as fronteiras agrícolas do monocultivo de soja, milho e pastagem que avançam sobre o Cerrado destroem este bioma e as nascentes dos principais rios do país. Isso sem falar na utilização irracional dos mananciais de água pela indústria de minérios, de bebidas, dentre outras. Só para lembrar, atividades agrícolas e industriais consomem mais de 80% da água em todo o mundo e o uso meramente comercial da água pelos sistemas privados de abastecimento nas cidades não contam com os investimentos necessários com relação à preservação dos mananciais. Boa parte desses sistemas nem tratam os esgotos jogados nos rios, a exemplo do São Francisco.

Nesse cenário tenebroso, as medidas sempre emergenciais para suprir a crise de abastecimento, tomadas pela Agencia Nacional de Água (ANA), consistem basicamente em manter os limites mínimos das vazões de barragens e dos reservatórios, enquanto as pessoas esperam a salvação das chuvas que já não são as mesmas em função dos desmatamentos, queimadas e outros fatores climáticos.

O Governo e a legislação sobre o uso das águas também não apresentam medidas mais enérgicas que toquem diretamente no problema que é a gestão dos recursos hídricos, nem se propõe a enfrentar de forma efetiva as indústrias que matam as águas e toda uma biodiversidade em nome do interesse econômico. Enquanto não forem tomadas medidas corretas elaboradas com a participação efetiva da sociedade, as manifestações e campanhas em defesa do meio ambiente e da água não surtirão efeitos e a natureza vai continuar dando seu recado muito claramente.

Texto: Comunicação IRPAA


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