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Agricultores/as de Juazeiro participam de seminário temático sobre estocagem de alimento natural para animais

Agricultores/as de Juazeiro participam de seminário temático sobre estocagem de alimento natural para animais

 

Pensar em alimentação de qualidade para animais de pequeno e médio porte a partir de plantas disponíveis na Caatinga e o manejo sanitário destes animais foram os objetivos principais do Seminário temático realizado pelo Irpaa nos dias 19 e 20 de janeiro deste ano, no Centro de Formação Dom José Rodrigues, em Juazeiro. O público do evento, agricultores/as familiares de Juazeiro integrantes do Projeto de Assessoria Técnica e Extensão Rural (Ater/Suaf), reforçou os conhecimentos sobre o processo e a importância da estocagem de alimentos, bem como o potencial de plantas nativas e exóticas para suprir as necessidades alimentares de caprinos, ovinos e galinhas. A programação contemplou também práticas de produção de rações, além de discussão sobre os desafios da comercialização de produtos oriundos da agricultura familiar.

A animadora de campo de Ater no município de Juazeiro, Tânia Alves, esclareceu que este momento também é uma oportunidade de reforçar a ideia de estoque de alimentos junto aos/as agricultores/as, assim como de provocar que eles/as coloquem em prática esta possibilidade, como uma das ações de Convivência com o Semiárido. "A hora de armazenar é agora no período verde...para todas as regiões existe uma prática indicada, tanto para áreas irrigadas ou de sequeiro a gente pode sim armazenar forragem", alerta Tânia. O animador de campo, José Nilton Rodrigues, enfatiza que ainda é preciso discutir sobre estoque de forragens, mesmo que as famílias tenham uma tradição de criação de caprinos e ovinos não se vê muito a prática de cultivar e nem estocar alimentos para estes animais, explica.

Outra possibilidade de discussão que o curso trouxe foi sobre a necessidade destas famílias resgatarem a prática de criação de galinha caipira, já que o que mais se vê são os chamados "caipirões", mestiçagem de caipira com outras raças, explica Tânia. Ela alerta que a prática está se extinguindo, onde no próprio mercado faltam galinhas caipiras de postura, "as famílias precisam resgatar isso, tirar a sua própria galinha de postura das caipiras e não comprar de outras raças", esclarece a técnica.

Para a agricultora e professora, Valdete Pereira, de Massaroca, este momento foi necessário para pensar o futuro e a qualidade na alimentação animal, “saio daqui com essa consciência cada vez maior de que a produção de silo é importante dentro da nossa sobrevivência e para o meio econômico”. Ela espera, futuramente, se libertar da compra de ração, “é viável fazer [silo e feno] e o custo se torna mais barato pra gente”, afirma.

No segundo dia, além da prática de produção de ração balanceada para galinhas e pintos, a turma apontou os desafios para se conseguir a comercialização dos produtos, afim de garantir uma geração de renda para as famílias. Neste contexto, outro tema abordado e esclarecido foi sobre os mercados institucionais, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) - programas que podem ser acessado pelos/as agricultoras/as que possuem Declaração de Aptidão da Agricultura Familiar (DAP). Na abordagem, a turma discutiu sobre esta possibilidade de acesso, bem como conheceram os detalhes do programa. Tânia esclareceu, que não se pode desconsiderar este tipo de mercado, mas que ele não dever ser o único acessado pelo/as agricultores/as, antes de tudo é preciso que todos estejam organizados em associações comunitárias.

Os desafios da comercialização

Outro debate que não pode faltar durante o Seminário temático foi o desafio enfrentado pelas famílias para a comercialização de seus produtos de origem animal, já que não conseguem escoar a produção para os mercados locais por conta das atuais leis vigentes, que não atendem a realidade dos pequenos/as agricultores/as familiares. Os/as participantes também discutiram sobre os processos que travam esta consolidação da cadeia produtiva da agricultura familiar, com base na economia solidária e no comércio justo, sendo um dos mais forte a ausência do Selo de Inspeção Municipal (SIM), como também todo o aparato estrutural e político necessário para o seu funcionamento. Para uma das participantes do Seminário, é preciso que haja espaço para os/as pequenos que estão desenvolvendo atividade agropecuária, pois esta “é uma oportunidade de geração de renda no campo, onde as pessoas não precisariam deslocar para a cidade atrás de emprego", defende.

O projeto
Este seminário temático faz parte de uma série de ações do Projeto de Ater realizado pelo Irpaa com o financiamento da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), através da Superitendência da Agricultura Familiar – Suaf, nos municípios de Casa Nova, Curaçá, Canudos, Juazeiro, Sento Sé e Sobradinho. Em cada um destes municípios acontecerão estes seminários temáticos com a participação de agricultores/as familiares atendidos pelo projeto.

 

Texto e Foto: Comunicação Irpaa


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