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Estudantes universitários do país participam de Estágio Interdisciplinar de Vivência no semiárido

Estudantes universitários do país participam de Estágio Interdisciplinar de Vivência no semiárido

 

Estudantes universitário de diferentes instituições de ensino do país participaram do II Estágio Interdisciplinar de Vivência da Bahia (EIV) em assentamentos e comunidades rurais, que aconteceu no Centro de Formação Dom José Rodrigues, em Juazeiro, Bahia, de 10 a 26 de janeiro. O Evento foi realizado pelo Levante Popular da Juventude com o apoio do Irpaa, do MPA, MAB, MST e FEAB. O EIV tem como um dos objetivos auxiliar a formação do/a estudante e na sua tomada de consciência sobre realidade do campo e do povo organizado nas suas condições de vida e trabalho vigentes.

Entre os 16 dias do Estágio, os/as participantes vivenciaram durante seis dias a realidade de 21 famílias que vivem nas áreas rurais dos municípios de Curaçá, Uauá, Sento Sé e Sobradinho na Bahia, e Santa Maria da Boa Vista e Lagoa Grande em Pernambuco. Neste municípios, cada dupla de estagiários/as compartilhou o mesmo teto e lutas com famílias que vivem em assentamentos e acampamentos, comunidades de Fundo de Pasto e de atingidos por barragens, conhecendo de perto rotinas destas famílias.

Antes disso, na primeira etapa no Centro de Formação Dom José Rodrigues, foram realizadas formações e debates sobre diversas questões e temas, como a racial, diversidade sexual e de Gênero, comunicação, reforma agrária, Projeto Popular e a Constituinte, Educação e Universidade e muitos outros. No retorno das vivências, os/as estagiários/as relataram entre si as experiências mais marcantes, assim como os aprendizados que adquiriram a partir da interação com novas realidades, terceira e última etapa do EIV.

Para a estudante de Jornalismo da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Vanessa Gonzaga, este estágio veio para qualificar ainda mais a sua formação em jornalismo, além de ter vivido uma experiência diferente do que a Universidade proporciona, “ para além da vivência, a gente passa a discutir questões das opressões, de gênero... e também para levar esse debate para onde a gente vive de fato”, avalia. Ela diz ainda que este espaço ampliou ainda mais sua visão crítica a cerca do que a grande mídia decide veicular ou não, assim como os conteúdos veiculados.

A expectativa da Comissão Política Pedagógica (CPP) é que o EIV também contribua para se tenha cada vez mais estudantes organizados na luta social, como informa Guilherme Ribeiro, da CPP, “que a vivência e a formação política possam ser canalizadas para organização dos próprios estudantes, para que possam tocar lutas, reivindicar direitos em favor dos estudantes e também da classe trabalhadoras”, explica.

Fundo de pasto no roteiro das vivências
Pela primeira vez as comunidades tradicionais de Fundo de Pasto, no semiárido baiano, foram locais de vivência dos/as estagiários durante um EIV. Nisto, os/as estudantes puderam conhecer de perto a luta destas famílias no semiárido baiano pela defesa do seu jeito de viver em seu território, onde tem em comum o uso coletivo das terras e dos seus recursos naturais de forma consciente e sustentável, onde conheceram também as unidades de beneficiamentos de frutas nativas e a organização comunitária.

“Nas comunidades são todos parentes, um acaba ajudando o outro... achei muito interessante essa forma de coletividade. Eles preservam muito essa questão da convivência para o semiárido”, informa Diogo Linhares, do curso de agronomia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), que morou estes dias em uma comunidade de Fundo de Pasto. Para Diogo Linhares, tudo que viveu no EIV foi novo, ajudando-o a desconstruir a imagem negativa que tinha da região semiárida.

O EIV

O EIV é uma ferramenta política pedagógica de formação de estudantes para a compreensão da realidade dos/as camponeses/as, luta pela reforma agrária e dos movimentos sociais fora dos muros das universidades, contribuindo para que o/a estudante compreenda a realidade que está inserido/a e que reflita sobre o seu papel enquanto futuro profissional para a contribuir na luta social. Na sua metologia, busca-se fazer com que este espaço seja de construção de conhecimento coletivo, afastando a ideia de transmissão de conhecimento de professor a estudante. Para tanto, o Estágio é dividido em três etapas, são elas: a preparação, a vivência e a retomada. É nesta última etapa que os/as estagiários/as além de compartilhar as experiências vividas, dão continuidade as formações e discussões políticas do início do estágio.

Para Diogo toda essa vivência fora da universidade e a troca direta de experiência com a comunidade tradicional só acrescentou mais valores na sua futura prática enquanto agrônomo, fazendo-o fugir dos padrões que a academia oferece, “pretendo contextualizar a agricultura com o modo de vida dele [do agricultor], da região onde ele mora”, informa.

O Estágio é uma iniciativa do movimento estudantil desde a década de 80, que vem contando com o apoio de professores/as, movimentos sociais e diversos atores sociais. Na Bahia esta é a segunda edição do EIV, que vem sendo realizado pelo Levante Popular da Juventude com o apoio de outros atores sociais do campo e da cidade.

Texto e Foto: Comunicação Irpaa
 


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