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Parceria entre entidades fortalece pesquisa científica e prática de campo dos agentes de Ater

Parceria entre entidades fortalece pesquisa científica e  prática de campo dos agentes de Ater

O diálogo entre Irpaa e instituições públicas de pesquisa oportunizou espaço de discussão e construção de intervenções de Assessoria Técnica e Extensão Rural (Ater) realizada junto às famílias camponesas no Semiárido brasileiro. Trata-se da formação dos Agentes de Ater, colaboradores/as do Irpaa, que aconteceu de 24 a 28 de janeiro deste ano, ministrada pela Embrapa Semiárido e Univasf. A pesquisa científica e as metodologias participativas voltadas para a comunidade externa foram os temas das formações, numa perspectiva de compreender o que já foi pesquisado e o que de fato consegue ser apropriado pelas comunidades.

Estes processos formativos com profissionais que atuam diretamente com as famílias camponesas com a Ater para a Convivência com o Semiárido, “é resultado do esforço coletivo de ações em conjunto com esta diversidade de instituições que atuam no Território”, explica Tiago Pereira Costa, coordenador Institucional do Irpaa. Ele informou que o Instituto - que ao longo dos seus 25 anos vem realizando um trabalho técnico educativo que dialoga com os modos de vida das famílias de cada região - vem se aproximando destas entidades públicas, tentando construir ações em comum para as comunidades rurais.

Para a Embrapa Semiárido este diálogo com as organizações da sociedade civil vem sendo ampliado e valorizado, pois contribui para ajudá-la nesse processo de interação com a dinâmica social, além de entender e trazer para a instituição as principais demandas que está em curso pelos agricultores/as, explica Pedro Gama, Chefe-Geral da Embrapa Semiárido. Ele diz ainda que este diálogo tem provocado um avanço significativo dentro da instituição no sentido de valorizar e conciliar o saber popular com o científico. “Nós temos uma realidade de convivência, de conhecimento acumulado dos agricultores com a seca, com este ecossistema do Semiárido que não pode ser desprezado... é preciso saber valer os dois saberes”, argumenta Pedro.

A Formação


Nestas formações os/as agentes de Ater tiveram acesso aos resultados de algumas pesquisas que dialogam com o trabalho do Irpaa. Num primeiro momento (24 e 25), eles/as participaram do I Curso de Formação de Agentes de Ater para a Intervenção Sociotécnica Participativa Agroecológica ministrado pela Univasf, através do Núcleo de Pesquisa Sertão Agroecológico em parceria com o Irpaa e o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA). De 26 a 28, os/as agentes de Ater seguiram em destino a sede da Embrapa Semiárido para participarem do XVIII curso Novo Enfoque Tecnológico de Convivência com o Semiárido, onde vivenciaram uma programação mista teórica e prática sobre técnicas sustentáveis de produção animal, entre outros temas. “Esse é o momento de unir as pesquisas com a prática de campo educativa que a gente está construindo dentro das comunidades”, falou Jailekson dos Santos, agente de Ater, no município de Pião Arcado.

“A partir do momento que o técnico tem acesso a pesquisa relacionada a criação de animais, de forragens e também ao estarem neste processo formativo vai confrontando com a realidade local, o que de fato é aplicável e, consequentemente, consegue levar a pesquisa para as comunidades, dialogando a extensão, a pesquisa e o ambiente de vida que cada família está inserida”, argumenta Tiago.

Para Moisés Félix, do Núcleo de pesquisa Sertão Agroecológico da Univasf, este momento vem também para valorizar as práticas metodológicas desenvolvidas pelos agentes de Ater, reforçando a intervenções com princípios agroecológicos, “numa perspectiva de retro-alimentar a pesquisa na academia desenvolvidas no Semiárido”, afirma Moisés. O pesquisador da Embrapa de Sistemas de Produção Animal Sustentáveis, Tadeu Voltolini, que ministrou o curso de Plantas forrageiras nativas e adaptadas ao Semiárido, reforçou durante o curso o potencial disponível na Caatinga para plantas forrageiras. “A oficina foi a apresentação de um conjunto de técnicas simples e viáveis que o produtor pode adotar, repassada via o agente de Ater”, explicou Tadeu.

Esta turma é uma parte da equipe que desenvolve as ações de Ater nos dez municípios do Território Sertão do São Francisco, realizadas pelo Irpaa com financiamento do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). A formação continuada da equipe acontece a cada dois meses e é um espaço de discutir e avaliar, entre outras questões, as atividades técnicas-educativas realizadas junto às famílias atendidas pelo projeto de Ater.

Texto  e foto: Comunicação Irpaa

Foto da capa: Lizania Campo - colaboradora do Irpaa


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