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Semana da Água conta com ações educativas em Juazeiro

Semana da Água conta com ações educativas em Juazeiro

Entre os dias 16 e 21 de março, escolas de Juazeiro e a população em geral teve a oportunidade de conhecer os principais argumentos do tema que foi trabalhado este ano na Semana da Água na região. “Crise hídrica: falta água ou gestão” foi o mote para debate nas escolas com estudantes e professores/as, entrevistas nas rádios e intervenções artísticas, além de pauta nas redes sociais.

Além do Irpaa, entidades como a Diocese de Juazeiro, através da Comissão Pastoral da Terra, Pastoral Urbana e Pastoral Catequética, pautaram o tema do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, de uma forma diferente do que comumente é explorado por outras organizações sociais e pela mídia. A intenção era falar da atual crise hídrica, porém indo além da economia de água no uso doméstico ou plantios simbólicos de plantas às margens do rio, mas provocando a sociedade a refletir sobre os maiores usuários de água no país: o agronegócio e a indústria.


Trabalho com as escolas


Além das escolas da sede do município, no dia 20 (sexta-feira), dia definido como de maior mobilização no Território Sertão do São Francisco, escolas dos distritos de Massaroca e Juremal receberam integrantes do Irpaa para debater o tema. Na Escola Rural de Massaroca ( Erum) a discussão sobre a crise hídrica aconteceu com estudantes, professores/as e agricultores/as da comunidade, que aprofundaram a questão desta crise a partir do contexto local em que a escola esta inserida, confrontando com a realidade das cidades da região Sudeste em relação a disponibilidade de água e seus usos. As fontes de água disponíveis na comunidade e como a sua gestão é feita por camponeses/as das localidades de Massaroca também foram temas da discussão, dando bons exemplos de captação e armazenamento da água da chuva através de tecnologias sociais e produção apropriada que vem sendo praticadas por famílias da região.

Dona Zélia, da comunidade de Lagoa do Meio, avalia que faz uma boa gestão da água que capta da chuva através das cisternas e do barreiro, que tem na sua propriedade. Com esta água, além do consumo, ela utiliza para produzir verduras e hortaliças orgânicas e garante água também para suas cabras e ovelhas. Mas Dona Zélia lamenta o fato de que a água não é um bem acessível para todo mundo, “na cidade para eles ter água, eles precisam ter o dinheiro pra pagar, comprar. Pra nós não, a gente tem a água da chuva, é uma facilidade. Pra eles não, é uma dificuldade”, avalia a agricultora.

Na prosa, a turma também discutiu sobre a formação das chuvas, quais são os múltiplos usos da água, quem mais consome a água doce e como o padrão de consumo, cada vez mais crescente, de bens materiais e produtos industrializados e todos esses usos vem afetando a quantidade e a qualidade de água disponível no Brasil. Ao final deste momento, o coro dos estudantes foi um só: “Falta gestão!” em resposta a questão “Crise hídrica: falta água ou gestão?”, tema da conversa.

Os/as estudantes perceberam o quanto a água é importante para se manter uma qualidade de vida, segurança alimentar, e que o uso da água vai além do seu consumo direto, ampliando a visão acerca dos maiores consumidores de água. “Água não falta, o planeta tem água”, apontou o estudante do 7º ano, João Lucas Conceição da Silva. Para ele, o problema em relação à crise, é o desperdício de água que se tem hoje feito por todos, não só de uso doméstico. “Antes eu achava que o problema da água é porque não chovia, mas hoje sei que não, é por conta das pessoas”, informa a estudante, Jennifer Rafaella Silva.

Ao longo da semana, escolas da região do Salitre também foram contempladas com a atividade e outros momentos estão planejados para esta semana.


Intervenção artística


Na manhã do sábado (21), um painel artístico feito com a arte do grafite foi pintado na Orla de Juazeiro, próximo ao ponto das barquinhas. O desenho, de autoria do Grupo de Hip-Hop P1 Rappers, apresenta dados acerca do uso da água no Brasil, uma média de 72% gasta pelo agronegócio, 22% pela indústria e 6% pelas residências. A arte gráfica está disponível para visitação, podendo servir de elemento didático para aulas de campo, referências para fotos, reportagens, etc.


Texto e fotos: Comunicação Irpaa


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