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Juazeiro sedia o Seminário Política de Convivência com o Semiárido

Juazeiro sedia o Seminário Política de Convivência com o Semiárido

“Entre o combate à Seca e a Convivência com o Semiárido: políticas públicas e transição de paradigmas”, foi o primeiro painel de abertura do Seminário Política de Convivência com o Semiárido, que teve inicio na manhã do terceiro dia de celebração dos 25 anos do trabalho do Irpaa, nesta quinta-feira (15), no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro.

Estavam presentes na mesa Roberto Marinho (MTE/ Senaes), o professor universitário Álamo Pimentel, a representante da Resab, Edineusa Ferreira e Naidson Baptista, coordenador executivo da ASA Bahia. Roberto Marinho foi o primeiro a trazer elementos para o debate de transição dos paradigmas, abordando a mudança na forma com que as pessoas vêm enxergando o Semiárido, reconhecendo e compreendendo as fragilidades da região, a mudança na compreensão do que é desenvolvimento e da política voltada para o Semiárido, como pontos relevantes no projeto de Convivência com o Semiárido.

Álamo Pimental, trouxe uma reflexão a partir de suas experiências acadêmicas e das contribuições do Irpaa no debate da Convivência com o Semiárido, apresentado algumas questões importantes na construção desse modelo de vida, a exemplo da compreensão de que não se pode dissociar os saberes técnicos, pedagógicos e intelectuais, a ruptura de fronteiras amplas do território do Semiárido, a construção de processos locais e globais de conhecimento e sua divulgação para toda a comunidade. Álamo ressaltou ainda que o Irpaa ao longo da sua caminhada vem colocando em prática esses elementos.

A representante da Resab, Edineusa, aborda que nessa nova construção de modelo sustentável é preciso reformular o currículo escolar e garantir que a escola faça sentido na vida dos/das estudantes e de toda comunidade na qual estão inseridas. Além de pontuar que a educação contextualizada na perspectiva da Convivência com o Semiárido busca mostrar a região a partir de uma visão crítica e questionadora da realidade local.

Naidson Baptista começa sua fala com reflexão de que hoje se vive em uma sociedade com duas propostas de desenvolvimento, um lado que busca concentrar terra, água, educação e riquezas, voltadas para poucas pessoas. Enquanto tem um lado lutando para compartilhar, para democratizar esses recursos. “Nós estamos aqui porque temos um lado.... e o lado de quem quer repartir, o lado dos que querem oportunidades para todos, que acreditam no Semiárido como um lugar viável, que a gente pode fazer do Seminário esse lugar feliz”, pontua Naidson. Ele também aborda que a arte, cultura, culinária e demais manifestações culturais estão presentes na luta pela política de Convivência com o Semiárido.

O público participou do painel, expondo suas angústias e questionamentos em relação ao debate. Além de depoimentos de agricultores e agricultoras em relação aos sentimentos e relacionamentos existente entre o Irpaa e suas histórias de vida.
O Seminário Política de Convivência com o Semiárido terá continuidade no período da tarde com o segundo painel, “Experiências Institucionais de Convivência com o Semiárido na prática”.
 

Texto e Foto: Comunicação Irpaa


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