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Protagonistas da história do Irpaa relatam suas experiências

Protagonistas da história do Irpaa relatam suas experiências

“Quem merece os parabéns não é o Irpaa, mas sim as comunidades que recebem as contribuições do Irpaa”, diz o Valdivino Rodrigues, membro da Articulação Estadual de Fundo e Fecho de Pasto, durante o painel de experiências concretas de Convivência com o Semiárido, que aconteceu na manhã desta sexta-feira (17), no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro.

No seu relato, Valdivino expõem toda a sua luta para garantir o acesso à terra em tamanho apropriado para conviver e produzir na região semiárida, ressaltando que essa garantia permite a permanência das pessoas nas comunidades rurais. “Eu tenho orgulho em dizer que eu nunca saí da minha comunidade, de Lages da Aroeira para tentar a vida em outra região...porque aqui e possível viver”, afirma Valdivino. Porém, ele ressalta que na luta pelo direito à terra, muitos são os desafios contra os grileiros, as ameaças de grandes latifundiários, mas que estão lutando e resistindo para garantir o jeito tradicional de viver no Semiárido.

Iremar Joaquim da conceição e Maria Luciene Alves, agricultor/a da comunidade de Cachoeirinha, em Massaroca, relataram suas experiências de Convivência com o Semiárido a partir do acesso à água na sua comunidade e propriedade. “Com a organização comunitária e contribuição do Irpaa, conseguimos ter barreiros e outras fontes de água”, diz Iremar. Dona Maria Luciene complementa ainda afirmando que com o acesso a água as famílias de Cachoeirinha melhoraram a segurança alimentar na região. “Agora nós temos nossa horta, nossos legumes, tudo sadio, livre de agrotóxicos”, afirma a agricultora.

A agricultora Edite Rodrigues, contou toda a luta da sua comunidade, Lages das Aroeiras, pelo acesso à água e como as mulheres começaram a produzir doces nas cozinhas das suas casas e junto com a assessoria do Irpaa foi agregando valores a essa prática. “Hoje eu considero o Irpaa como minha família”, relata a agricultora. O agricultor José de Deus Ferreira, relembrou a sua participação na Escola de lavradores e lavadoras e o quanto participar desse momento foi importante para as práticas realizadas na sua propriedade. “Lá a gente tem oportunidade de falar, eu saí da Escola não apenas um agricultor, mas um técnico, um agrônomo”, afirmou o agricultor, que ainda chamou a atenção do público para a necessidade de preservar a caatinga.

“A gente adquiriu o conhecimento ao longo dessa caminhada do Irpaa... a capacidade de se juntar e discutir toda política na sua comunidade, para conhecer sua realidade e lutar”, essa foi a maior conquista do trabalho do Irpaa, relata Adilson Ribeiro dos Santos, presidente da Coopercuc, cooperativa que nasceu do projeto Proc-cuc, onde as famílias eram estimuladas e assessoras a beneficiar os frutos da Caatinga, nascendo as primeiras mini-fábricas. A Coopercuc hoje é uma cooperativa conhecida nacional e internacionalmente.

A educadora Mariney Ferreira dos Santos Brandão, apresentou a experiência da Escola Municipal de Tempo Integral, em Juazeiro, a partir do Projeto “Conhecendo o Semiárido, reconhecendo meu lugar no mundo e com o trabalho do livro paradidático 'Conhecendo o Semiárido'”, produzido pela Resab. Através do projeto os/as estudantes conheceram a realidade da comunidade na qual a escola está inserida.

A estudante de Jornalismo, Ingrid Souza, trouxe a experiência da comunicação a partir do curso de promoção das viabilidades do Semiárido, que proporciona o espaço para conhecer as potencialidades e riquezas do Semiárido, além de debater a comunicação como um direto e um instrumento na consolidação da proposta de Convivência com o Semiárido.“É impressionante como os pequenos espaços tem o poder de mudar as pessoas, sair do mini-curso com a vontade de propagar o conhecimento sobre o lugar onde estamos vivendo”, afirmou a Ingrid. A estudante também comenta que deseja difundir a proposta de Convivência com o Semiárido, como futura jornalista.

Após os relatos de experiências, muitos/as presentes no auditório puderam reafirmar que viver no Semiárido é viável, a partir da organização popular, do acesso às políticas públicas, da educação contextualizada e de uma comunicação feita para o povo e pelo povo, e que é necessária a construção da política de estado, da política de Convivência com o Semiárido para garantir um desenvolvimento sustentável que respeite o homem, a mulher e o meio ambiente.
 

Texto e foto: Comunicação Irpaa


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