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Experiências de Agricultoras/es fortalecem a proposta de Convivência com o Semiárido

Experiências de Agricultoras/es fortalecem a proposta de Convivência com o Semiárido

Nos últimos anos, as políticas públicas voltadas para a Convivência com o Semiárido vêm trazendo mudanças para as famílias sertanejas. As tecnologias sociais, a assessoria técnica são algumas das conquistas dos/das agricultores/as de Campo Alegre de Lourdes (BA).

Dona Maria Batista de Amorim, moradora do Sítio Antoninho, interior de Campo Alegre de Lourdes, é uma dessas agricultoras, que desde o ano passado vêm sendo assessorada pelo Irpaa, através da Assessoria Técnica e Extensão Rural – Ater. Durante esse período, a agricultora participa de espaços de troca de conhecimento, atividades coletivas, dia de campo, visitas técnicas individuais em sua propriedade, além de receber o fomento, que é investido em um caráter produtivo familiar.

Para Dona Maria Batista, as orientações e informações adquiridas ao longo do projeto, tem contribuído na melhoria de suas atividades, como o cuidado com as galinhas e o quintal produtivo. “Antes a gente criava as galinhas soltas, só dava os remédios quando elas adoecia … hoje não, ele [técnico] tem nós orientado, a sempre dar os remédios …. é remédios como a raspa de pau-ferro, raspa do umbu, da aroeira, tudo isso eu faço”, destaca a agricultora. Ela ainda comenta, que tem utilizado o adubo orgânico na sua horta,“tenho aproveitado tudo que a Caatinga oferece pra gente”. Dona Maria afirma que essas mudanças ajuda na segurança alimentar da família.

Outro exemplo de superação é o do agricultor Etivaldo Costa Damacedo, morador da Cacimba da Vaca. O agricultor relembra o período que precisou deixar seu sítio e ir para São Paulo, devido a um problema de saúde de sua esposa. “Você vai pra lá, não tem estudo e vai trabalhar na construção civil, vai trabalhar pesado, vai ser mandando … e vai ganhar uma mixaria”, afirma. Hoje, ele diz que trabalha no que gosta, que é a lida na roça, criando cabras e ovelhas, cultivando hortaliças, e que a vida na região tem melhorado, com a acesso a água, através da cisterna e da assessoria técnica.

Seu Etivaldo diz ter o desejo de trabalhar com o beneficiamento do leite da cabra e de frutos da Caatinga. “Aqui tem muito umbu, a gente perde tudo, a gente não sabe como guardar, quando cai do pé de umbu se acabou”. O beneficiamento, associativismo, cooperativismo, são algumas das temáticas que a comunidade expõem para ser trabalhada nas atividades coletivas no decorrer do projeto. A comunidade de seu Etivaldo já começou a dar o primeiro passo na organização social, que é a criação da associação, “ainda estamos nos primeiros encontros”, pontua o agricultor.

A história de Dona Maria e Seu Etivaldo não é a única, poderia ser de outros agricultores e agricultoras que tem acreditado na Convivência com o Semiárido como meio de transformação social. Entretanto, é preciso garantir cada vez mais políticas públicas, que atenda as peculiaridades e especificidades de cada região, a exemplo do acesso a terra em tamanho apropriado, universalização da água, acesso aos mercados de comercialização, direito a informação e a comunicação, entre outros elementos.

Texto : Comunicação Irpaa

Foto: Waldemar Negreiros- Colaborador do Irpaa

 


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