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Juventude do campo escolhe permanecer na terra ao conhecer proposta da Convivência com o Semiárido

Juventude do campo escolhe permanecer na terra ao conhecer proposta da Convivência com o Semiárido

Embora exista uma crescente migração da juventude do campo para os grandes centros urbanos em busca de melhores condições de vida, o jovem Edezio Souza Alves, morador de Melancia, comunidade rural de Remanso, no interior da Bahia, permaneceu em sua propriedade com a chegada da Assessoria Técnica e Extensão Rural (Ater), desenvolvida pelo Irpaa. “Eu tinha planos de sair pra cidade, dar uma trabalhada para conseguir alguma coisa, mas com a chegada do Irpaa eu desisti”, afirmou Edezio.

Edezio mora com a esposa Marcilene Rodrigues Batista em um pequeno sítio. O casal começou a ser assessorado pelo Irpaa em 2014, e, desde então, vem investindo na caprinovinocultura. “Na reunião ele [técnico] explicou que a cabra é um animal adaptado para nossa região”, conta. A partir de processo de construção de conhecimento coletivo, o casal está compreendendo a proposta de Convivência com o Semiárido e colocando em prática no seu dia a dia. Hoje, acreditam que a agricultura familiar vai possibilitar a permanência da família no campo. Porém, ainda necessitam da garantia do acesso a educação e saúde de qualidade no campo, o acesso a água “a gente gostaria muito de produzir hortaliças”, pontua Marceline, que já realizou o cadastro para ser beneficiada com tecnologia de captação e armazenamento de água da chuva.

“Aqui a gente vive melhor, com capacidade de se estruturar sem precisar sair daqui pra lugar nenhum”, afirma Edivaldo Silva Lima, agricultor e artesão, que na sua juventude foi morar em Salvador em busca de oportunidades. “Esse tempo que eu fique lá, só foi tempo de luta, de trabalho e esforço de alcançar o vento”, complementa o agricultor que hoje reside com a família no povoado Novo Marco, em Remanso. Ele e a esposa Raimunda cuidam da criação de galinhas, do cultivo de hortaliças e frutas. Seu Edivaldo também trabalha com o artesanato em madeira, escupindo animais da Caatinga, cenas do cotidiano do povo sertanejo, comprovando que “aqui é possível conviver com o Semiárido”, diz.

Acesso à terra

No entanto, o agricultor é firme em dizer que “o que eu sinto aqui é o acesso à terra... minha área é bem pequena, às vezes a gente não tem o espaço de colocar um apiário, as ovelhas... O acesso à terra fica difícil pra nós, muitas terras que tinham solta aí, que eu alcancei, hoje estão griladas, por pessoas que tinham suas terras, que poderia até ser Fundo de Pasto pra gente soltar nossos animais”, afirma.

A luta por acesso à terra e de tamanho apropriado é uma realidade de muitas comunidades rurais do Semiárido. Muitas áreas hoje são ameaçadas devido a falsa ideia de desenvolvimento, baseado em grandes empreendimentos, que inviabiliza a permanência das famílias no campo. Assim, a regularização fundiária é um dos grandes desafios na consolidação da Convivência com o Semiárido.

Foto e Texto: Comunicação Irpaa
 


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