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“Esse ano eu não passei aperreio porque tinha muita ração guardada”, diz agricultor do sertão baiano

“Esse ano eu não passei aperreio porque tinha muita ração guardada”, diz agricultor do sertão baiano

O ano de 2016 começou com muitas chuvas no sertão da Bahia e, mesmo de forma irregular, chovendo mais em uns locais e em outros menos, a vinda da chuva é motivo de muita alegria, principalmente para as comunidades rurais, pois estas têm o costume de armazenar a água da chuva, além da chegada dela garantir a renovação da Caatinga e favorecer o plantio e o pasto para os animais.

Para captar e armazenar a água que cai, as famílias e comunidades contam com as tecnologias de captação e armazenamento da chuva. São as cisternas de consumo e de produção, os barreiros trincheiras, os tanques de pedras, barragens subterrâneas, açudes, etc. Em todo Semiárido, estas tecnologias são construídas por mais de três mil organizações reunidas na Articulação do Semiárido – Asa, o que já possibilitou a construção de 669.243 tecnologias até janeiro deste ano.

Em Juazeiro (BA), famílias da comunidade de Cipó, no distrito de Juremal, estão incluídas nesse dado. A região é contemplada com projetos executados pelo Irpaa e que hoje garante o armazenamento da água em cisternas calçadão, as quais encheram logo com as chuvas da primeira semana de janeiro.

Mas, além de guardar a água, é preciso atentar para a importância de armazenar também o pasto. “Esse ano eu não passei aperreio porque tinha muita ração guardada”, diz o agricultor Rafael Nunes, se referindo ao ano de 2015 e citando a silagem e fenação como práticas adotadas nos últimos anos após a assessoria de organizações como o Irpaa. Ele conta que quando começa a sair o “broio” das plantas na Caatinga, os animais são logo soltos na área, mas como o verde não dura o ano todo, é preciso armazenar a forragem. “A gente agora é esperar que saia bem comida na área de Fundo de Pasto que a gente vai trabalhar no sistema de guardar a ração pra quando chegar o mesmo período a gente ter a ração para os animais, porque comprar não dá certo não, é muito caro”, confirma.

São ações simples como estas, asseguradas às milhares famílias por meio das políticas públicas voltadas para o Semiárido, que diferenciam estes últimos anos de estiagem das secas de algumas décadas atrás. “Antigamente a gente esperdiçava muito, ninguém guardava nada não”, lembra Seu Rafael, destacando a importância tanto da estocagem de alimentos quanto da água.

Medição da chuva para planejar a produção

Para garantir um bom planejamento acerca do uso da água, tanto para consumo humano quanto animal, e a produção agrícola de sequeiro, a medição da chuva é um elemento indispensável no Semiárido brasileiro. Além dos dados divulgados pelos institutos de pesquisa, no sertão baiano muitos/as agricultores e agricultoras também medem a quantidade de chuva que cai na propriedade.

Isso é feito através do pluviômetro popular, uma tecnologia confeccionada de forma caseira com uma lata de leite em pó, uma estaca de madeira e uma régua para medir os milímetros de cada chuva que cai. Para o agricultor Rogério Gonçalves, também morador de Cipó, após o período chuvoso é feito um balanço da quantidade de chuvas para assim planejar, por exemplo, quais os cultivos mais apropriados, se é possível investir no crescimento do rebanho, se irá necessitar de outras fontes de água durante o ano, isso considerando o volume de água armazenado.

Para o Irpaa, o importante é constatar que as famílias, ao receberem uma tecnologia dessas, aprendem também a fazer a gestão da água armazenada. O processo pedagógico que acompanha a construção da tecnologia – seja de maior custo ou algo caseiro como o pluviômetro – ajuda as famílias a compreenderem que estocar e fazer o uso correto da água e da Caatinga é o que garante uma maior tranquilidade durante o período de estiagem.

Texto e Fotos: Comunicação Irpaa


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