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Mulheres e Juventude são temas de seminários no Festival do Umbu de Uauá

Mulheres e Juventude são temas de seminários no Festival do Umbu de Uauá

O protagonismo das mulheres das comunidades rurais de Uauá (BA) foi o elemento central na criação da Coopercuc, Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá que tem o umbu como carro chefe e todos os anos realiza o Festival Regional do Umbu. A temática “Mulheres e seus territórios” foi discutida em seminário no dia 28, dando início à programação da 8ª edição do festival, que aconteceu de 28 a 30 de abril.

Outro tema posto em debate também no dia 28 foi “Juventude, cultura e desenvolvimento territorial”, o que contou com dezenas de jovens de Uauá e municípios da região, a exemplo de Curaçá, Sobradinho, Monte Santo, Antônio Gonçalves, ente outros. Os dois espaços de discussão contaram com o apoio de secretarias do governo da Bahia como a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), através da CAR/Pró-Semiárido, Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e Secretaria de Relações Institucionais, além de instituições como Irpaa, Akibantu, Fórum Baiano de Economia Solidária e Procasur.

Emponderamento das Mulheres

Duas mesas de discussão apresentaram experiências, avanços e desafios, considerando a organização das mulheres no associativismo e cooperativismo no âmbito da agricultura familiar e economia solidária, no acesso às políticas públicas de desenvolvimento territorial e no enfrentamento ao preconceito, machismo e intolerância religiosa.

Considerando que as conquistas ainda são poucas, Débora Rodrigues, do Fórum baiano de Economia Solidária, defende a inserção das mulheres nos diversos espaços de decisão, além da necessidade de ampliar o debate com os diversos segmentos da sociedade, garantindo a formação política nos grupos sociais, nas cooperativas, nos governos e com a sociedade em geral, como ressaltou Beth Siqueira, do Programa Pró-Semiárido, da CAR.

Durante todo o seminário, que contou com mulheres representantes de associações, cooperativas, redes, fóruns, ONG's, escolas e governo, de diversas faixas etárias, foi referência o papel das mulheres na fundação e gestão da Coopercuc, bem como de outros empreendimentos e na militância social na região. “Eu comecei a me libertar até mesmo começando dentro de casa”, relata Dona Antônia Varjão, uma das pioneiras no trabalho de beneficiamento do umbu nesta região e membro fundadora da Cooperativa. Ela conta que no início as mulheres precisaram enfrentar muitos obstáculos, mas a partir do trabalho de formação da igreja católica e em seguida do Irpaa decidiram apostar no umbu e aprenderam a lutar por direitos. “Eu não sei em toda região, mas pelo menos em umas partes que nem a nossa, foi onde a gente aprendeu a se libertar e ter vez e voz”, afirma Dona Antônia.

A continuidade deste trabalho de formação, emponderamento e geração de renda vem se dando há quase 20 anos e conta com o empenho de diversas parcerias, inclusive se preocupando com a continuidade desta experiência. “A gente começou a dizer sim para ser os primeiros cooperados e hoje em dia tá aí o festão, o umbu dando produção... Eu já deixei de trabalhar mas ficou um filho meu, uma nora, a filha”, testemunha D. Antônia.

Protagonismo da Juventude

Um desafio atual das organizações que se articulam em torno da agricultura familiar é a permanência da juventude no campo, além da inclusão das demandas específicas da juventude na Política de Desenvolvimento Territorial. As/os jovens participantes do seminário sobre o tema ouviram e se manifestaram a partir de suas vivências, trazendo para o debate contribuições e questionamentos. A organização social desses/as jovens, a comunicação e cultura como elementos fundamentais de transformações de territórios e de ressignificação dos espaços de participação da juventude rural também esteve em debate.

Para animar o público a se engajar socialmente na defesa de direitos e participação em suas comunidades, duas mesas de discussão trataram de algumas experiências que evidenciam o papel estratégico da juventude no projeto de desenvolvimento territorial. Além das abordagens apresentadas nas mesas e debates com a plateia, dois relatos apresentados por jovens de Uauá chamaram atenção do público. Roseli Cordeiro e Manoel Messias, filha e filho de agricultores/as familiares ligados à Coopercuc, apresentaram as experiências de estágio na Cooperativa e o que isso tem proporcionando em suas vidas e na atuação do/da mesmo/a na comunidade onde vivem. A experiência foi relatada a partir de vivência no ambiente de trabalho da instituição, bem como por meio da participação em cursos, eventos, visitas, intercâmbios no país e até mesmo internacional. “A experiência da Coopercuc me oportunizou perceber que os jovens podem viver no campo através do associativismo e do cooperativismo”, destaca Roseli, que complementa: “um campo sem jovem e sem cooperação, é um campo sem futuro”.

As políticas públicas hoje existentes para a juventude, bem como as dificuldades que ainda existem de acesso e o atual cenário político do país motivou as/os participantes durante todo o dia, as/os quais não se limitaram apenas as discussões mas rechearam a programação com apresentações espontâneas e improvisadas de músicas e poesias, reforçando assim a energia e disposição da juventude para a luta social.

Texto e fotos: Comunicação Irpaa

 

 

 


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