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Representantes do Irpaa participam de Intercâmbio no Semiárido do México

Representantes do Irpaa participam de Intercâmbio no Semiárido do México

Quase metade do território mexicano é constituído de áreas áridas e semiáridas, com características semelhantes ao Semiárido brasileiro. No município de Tehuacán, estado de Puebla, a entidade civil Alternativas (Alternativas y procesos de participación social A.C) está recebendo desde ontem (06) um grupo de pessoas do Brasil, Guatemala e do próprio México, entre estes advogados, engenheiras civil e ambiental, comunicadoras, para participar do curso panorâmico de regeneração de bacias para obtenção de água.

O curso teve início com a visita ao “Museo del Água”, espaço de formação e demonstração de tecnologias sustentáveis voltadas para a conservação e recuperação de bacias hidrográficas, tratamento de esgoto, geração de energias renováveis, captação e armazenamento de água da chuva, fogões solares, entre outras tecnologias apropriadas às regiões semiáridas. Em seguida, o grupo conheceu uma experiência prática de regeneração de bacia, o que é feito com a participação social do público beneficiado.

O curso segue com a abordagem acerca de temas como delimitação de bacia, organização local e luta pela água, gestão local e políticas para o desenvolvimento regional sustentável. Após o curso, a entidade irá apresentar ao Irpaa seu trabalho com a valorização do amaranto, um grão semelhante ao sorgo, rico em proteínas, cultivado de forma orgânica e usado para fazer uma diversidade de produtos para consumo humano, além de ser aproveitado in natura para os animais.

André Rocha, coordenador do Eixo Clima e Água do Irpaa, participa do curso junto com Érica Daiane Costa, coordenadora do Eixo Comunicação. Para André, “esse curso é uma oportunidade que temos não só de conhecer novas tecnologias e metodologias de trabalho na luta pela garantia do direito à água e pelo bom uso das fontes, mas também partilhar das experiências existentes no Semiárido brasileiro em torno da captação e manejo de água de chuva”.

O manejo de microbacia com vistas à sua preservação e/ou recuperação para manter ou otimizar a recarga de águas subterrâneas têm sido também uma preocupação do Irpaa diante da morte de nascentes e da redução no volume de água em poços e cacimbas no Brasil.

Agua para Siempre

Ao observar que a quantidade de água disponível para uso humano e atividades produtivas vinha diminuindo devido ao processo de degradação, a Alternativas se lançou a atuar na promoção da participação social no processo de regeneração do meio ambiente como meio para obter água e assim superar a pobreza. O “Museo del Agua” é parte desta iniciativa, sendo fundado em 1994 e chegando a receber uma média de 8.700 visitantes por ano.

De acordo com Gisela Herrerías, educadora da Alternativas, no México existem populações que sobrevivem com siete litros de água por dia, enquanto outras gastam 900/dia. A média de precipitação é de cerca de 400 ml/ano, porém, comparada ao Semiárido brasileiro, possui uma distribuição mais regular. Uma diferença também é a baixa densidade populacional, chegando a contabilizar uma média de uma pessoa por quilômetro quadrado em algumas regiões.

O país também convive com conflitos devido ao uso da água por diferentes setores, com alto uso pela agricultura, pecuária e indústria. A tentativa de privatização da água também já é uma realidade no México, uma vez que em 2012 houve uma movimentação para de aprovar um Projeto de Lei, porém a discussão não avançou.

O trabalho realizado pela Alternativas no âmbito do Programa “Água para Siempre” compreende a mobilização social e intervenções técnicas como barramentos, reflorestamento, conservação e recomposição dos solos, reuso de água, que resulta na conservação das bacias, sub-bacias e microbacias, sendo estas últimas os chamados riachos temporários, como são conhecidos no Semiárido da Bahia, por exemplo. Até 2015 a entidade contabiliza 2.902 projetos e 11.002 obras hidroagroecológicas, beneficiando 69 municípios e uma população de cerca de 260 mil pessoas.

“Temos que focar nas ações locais para resolver as ações globais”, afirma Jorge Marquez, engenheiro da Alternativas, ao apresentar os problemas com o uso da água no México, reconhecendo este como um problema mundial e reforçando a necessidade da mobilização social para o êxito nas soluções propostas.

Texto: Comunicação Irpaa
Fotos: Comunicação Irpaa/Guadalupe Vazquez

 

 


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