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Comunidades Tradicionais de Fundo e Fecho de Pasto participam de Seminário Estadual em Correntina

Comunidades Tradicionais de Fundo e Fecho de Pasto participam de Seminário Estadual em Correntina

A cidade de Correntina (BA) sediou o V Seminário Estadual das Comunidades Tradicionais de Fundos e Fechos de Pasto entre os dias 23 a 25 de novembro 2016. Cerca de 250 pessoas vindas de comunidades tradicionais de todas as regiões do estado participaram do evento, além de instituições e movimentos sociais parceiras/os e representantes do governo do estado da Bahia.

A Roda de São Gonçalo, apresentada pelos/as participantes da região de Juazeiro, deu início ao seminário. Com a mística que seguiu foi possível visibilizar as realidades e ameaças que as comunidades de Fundo e Fechos de Pasto passam, mostrando que cada vez mais as comunidades estão sendo expulsas ou encurraladas em pequenas áreas de terra devido o avanço do agronegócio, empresas de mineradoras, grilagem de terras, entre outros.

Análise de conjuntura, socialização de lutas e resistências, oficinas temáticas sobre Terra e Território, produção e geração de renda no contexto dos Fundos e Fechos de Pasto estiveram presentes na programação do seminário. Educação e perspectivas para juventude de Fundos e Fechos de Pasto também foram temas aprofundados e discutidos com os/as participantes, os quais são revindicações para que se garanta a permanência e existência das famílias e comunidades.

Para dar visibilidade à Campanha Nacional em Defesa do Cerrado, das Águas e da Vida e também ao seminário de Fundo e Fecho de Pasto, durante o evento foi realizada uma passeata pelos/as participantes nas ruas de Correntina com pronunciamentos e falas em alguns pontos da cidade. O ato destacou a importância do Cerrado, a chamada “caixa d'água” para a região e para o Brasil e pautou que o avanço do agronegócio expulsa os povos e comunidades tradicionais, protetores da biodiversidade do Cerrado. Mais do que a metade do bioma Cerrado já foi destruído e 901 espécies de fauna e flora estão ameaçadas de extinção. Houve ainda o plantio de árvores na beira do rio Corrente e o abraço do rio.

Um momento especial foi a entrega de certificações das comunidades de Fundo e Fecho de Pasto pela Secretária de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) do Estado da Bahia, , Fabya Reis. A mesma reafirmou a importância e o direito das comunidades se autoidentificarem e autoreconhecerem como comunidades tradicionais de Fundo de Pasto, como prevê a Lei 12.910/2013. 

As comunidades de Fundo e Fecho de Pasto, a Articulação Estadual das comunidades tradicionais e representantes de organizações sociais reafirmaram a importância e necessidade de luta articulada e unificada para que os direitos previstos, para as famílias e comunidades, cada vez mais menosprezados pelo Estado, possam ser garantidos. A luta pela permanência nos territórios tradicionais e a garantia do modo de vida das famílias nas comunidades de Fundo e Fechos de Pasto é indispensável para garantir a vida e o desenvolvimento verdadeiramente sustentável.

Acesse aqui a Carta do evento.


Texto e fotos: Eixo Terra


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