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Atividade em Sobradinho estimula o debate da proposta da reforma da previdência social entre agricultores/as

Atividade em Sobradinho estimula o debate da proposta da reforma da previdência social entre agricultores/as

Beneficiamento de frutas, importância da associação, produção e armazenamento de alimento para animais (forragem, silo) foram algumas das temáticas discutidas na atividade coletiva com agricultores e agricultoras do município de Sobradinho, assessoradas pelo projeto de Assessoria Técnica e Extensão Rural Sustentabilidade – Ater, executado pelo Irpaa. Com o tema “Organização da Produção”, a atividade aconteceu na última terça-feira (21), no Centro Comunitário Antônio Conselheiro, em Sobradinho-BA, como umas das ações do projeto de Ater exectuda pela entidade, no município.

O tema central do encontro foi uma demanda apontada pelos agricultores/as durante a visita de campo, realizada pela colaboradora do Irpaa, Nadja Oliveira Costa. Uma das vertentes abordadas no debate da organização da produção foi com foco na organização para a comercialização e sua contribuição na permanência dos agricultores e agricultoras no campo.

Durante a discussão, também foi exposta a ameaça contra a aposentadoria especial, destinada ao homem e a mulher do campo. A reforma da previdência, proposta pelo atual governo através da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, prevê diversas mudanças que coloca em risco a seguridade social da população, uma das alterações é em relação a idade mínima para ter direito a aposentadoria. Hoje a idade necessária para a aposentadoria é de 60 anos para mulheres e 65 anos para homens, da área urbana, já para os /as trabalhadores/as do campo é de 55 anos para as mulheres e 60 para os homens. Com a reforma da previdência a idade para os trabalhadores rurais será elevada para 65 anos para ambos os sexos. Além disso, agricultores e agricultoras serão obrigados/as a contribuir com a previdência de forma individual e periódica pelo prazo mínimo de 25 anos.

De acordo com o colaborador do Irpaa, Alessandro Santana, esse debate da reforma da previdência precisa ser feito com os/as agricultoras: “isso está relacionado com a própria sustentabilidade do meio rural, se isso não for discutido agora, não for informado o que tá acontecendo, as consequências podem ocorrer na vida do agricultor e agricultora... isso pode refletir na perda do agricultor e agricultora no meio rural, como nas futuras gerações, seus filhos, porque são direitos que na verdade estão sendo destruídos”. Ele acrescenta que esse tema precisa ser abordado nas rodas de conversa da comunidade, nas reuniões das associações, no papo de amigos, no cafezinho, em todos os espaços. O agricultor Marcos Antônio Rodrigues, complementa ainda que essa proposta da reforma vai “dificultar não só a vida no campo não, de todos os brasileiros, não é justo a gente trabalhar a vida todo e nem saber se vai se aposentar”, diz o agricultor.

A proposta da PEC 287/16 ameaça o sonho da jovem Antônia Vitória Oliveira, de 15 anos, que estava acompanhando o/a pai/mãe na formação e gosta de está presente nos momentos das orientações durantes as visitas técnicas à propriedade da família, com o objetivo de aprender a lidar e viver das atividades da agricultura familiar. “Quando eles não puderem mais trabalhar lá com os animais na roça, eu posso assumir os cuidados com meu irmão”, diz a jovem. Durante a atividade, Antônia aprendeu a respeito da necessidade de cultivar as forrageiras, a prática do descarte orientado das cabras e ovelhas, a produção de medicamentos para os animais a partir das plantas medicinais, entre outras práticas de Convivência com o Semiárido.

A importância do associativismo também esteve presente no encontro, enfatizando a necessidade dos associados e associadas se envolverem no dia a dia da associação comunitária, pensando e decidindo de forma coletiva os benefícios e as soluções de problemas e dessa forma fortalecendo a comunidade. A agricultora Francisca Sebastiana da Silva, que faz parte da Associação Santa Tereza, pontua que foi a partir da associação que sua comunidade conquistou tecnologias sociais de captação e armazenamento de água da chuva e também transporte escolar.

A equipe do Irpaa, que organizou a atividade, expõe que é essa união e organização das comunidades uma forte ferramenta na luta contra as ameaças e as negações de direitos da população, principalmente da zona rural, que é resultado de muita pressão social.

Texto e foto: Comunicação Irpaa


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