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Movimentos Populares lembram os 120 anos do Massacre de Canudos

Movimentos Populares lembram os 120 anos do Massacre de Canudos

Canudos não se rendeu, exemplo único em toda a história...” Foi com essa frase que Euclides da Cunha encerrou sua narração acerca do fatídico episódio que culminou com a morte de mais de 20 mil sertanejos sitiados pelo Exército em 05 de outubro de 1897. Já Ariano Suassuna, descreveu Canudos como um levante do Brasil Real que se confronta com o Brasil Oficial. Enfim, passaram-se 120 anos e Canudos continua como uma ferida aberta na história recente do pais que prefere não revelar com clareza a experiência do “Belo Monte” como um projeto de vida, produção e partilha, liderado pelo religioso Antônio Conselheiro.

São 120 anos de resgates e pesquisas que parecem não ter fim, porque depois de bombardeada e incendiada, Canudos foi afogada pelas águas do açude de Cocorobó, para que a verdadeira história fosse apagada, embora ela insista em ressurgir, seja na literatura, nas artes visuais e nas celebrações e romarias que narram os fatos a partir da visão dos que foram massacrados pelos poderes vigentes à época: fazendeiros, políticos e os governos do Estado e Federal, embora o povo de Canudos os enfrentou com bravura e resistência. Só para lembrar, foram três as expedições militares derrotadas pelos conselheiristas durante a guerra (1896-1897), mas como o “movimento” representava uma ameaça a esses poderes, Canudos tinha que ser destruída a todo custo, como assim o fizeram: estupraram, degolaram e mataram violentamente aqueles sertanejos.

O tempo nunca apagou o legado de Canudos, que tanto inspira o movimento de luta popular, especialmente os que reivindicam terra, água e um modo de produção que gere dignidade para o povo. Esses movimentos inspirados nos ideias de Canudos e que atuam mais fortemente no Nordeste, estarão em outubro desse ano celebrando  e refletindo as mensagens deixadas pelo povo de Canudos que, mesmo numa época difícil, inaugurou um novo projeto de vida que emergiu das necessidades dos sem terra, sem trabalho e abandonados pelo Estado Brasileiro e que, numa região semiárida, encontrou produção, fartura, fé e dignidade. Mas não imaginavam que viver livre e independente dos poderosos lhes custaria tanta destruição e morte. Diante dessas análises negadas pela história, é muito importante, nesse momento de crises e incertezas, debater a experiência Canudos e seu legado para o Brasil e  de modo especial, para o Nordeste.

Foto e texto - Comunicação/Irpaa
 


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