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"A realidade ecológica e sócio-política-econômica do nosso país nos exige compromisso profético de denúncia e anúncio", diz carta de Aparecida

Capítulo das Esteiras, evento que aconteceu durante a Conferência da Família Franciscana do Brasil, encerrou com mensagem de indignação e esperança para os fiéis. Evento católico, que ocorreu de 03 a 06 de agosto de 2017, em Aparecida, SP, se reúniu para celebrar o seu Jubileu de Ouro e os 300 anos da aparição da imagem de Nossa Senhora Aparecida, reunindo frades, irmãs Clarissas, a Ordem Franciscana Secular (OFS), a Juventude Franciscana (Jufra), irmãs e irmãos da Terceira Ordem Regular (TOR), e Congregações e Movimentos Francisclarianos e simpatizantes de Francisco e Clara.

O tema desta edição foi, “Levar ao mundo a misericórdia de Deus” e o lema: “É preciso voltar a Assis!”. A Família Franciscana do Brasil retoma algo peculiar na espiritualidade franciscana que é o encontro, celebrando o Deus da vida e refontizando-se na experiência da fraternidade, como aconteceu com São Francisco”, explica Frei Éderson Queiroz, presidente da Conferência da Família Franciscana do Brasil – CFFB.

Durante o encerramento, que ocorreu neste domingo (06), o Capítulo das Esteiras lançou ao povo brasileiro “A carta de Aparecida“ onde convonca a todos/as, a “ouvir tanto o clamor da terra como o clamor dos pobres. ” LS,49. Leia a carta na íntegra abaixo:

Carta de Aparecida
A Conferência da Família Franciscana do Brasil, celebrando o Capitulo Nacional das Esteiras, consciente de sua missão de “levar ao mundo a misericórdia de Deus”, dirige-se a todas as pessoas de boa vontade: àquelas que continuam acreditando em um mundo de justiça e fraternidade e àquelas que, em meio às contradições e crueldades de nosso tempo, vivem a dor da desilusão e da falta de esperança.

As partilhas realizadas nesses dias nos levam a afirmar: vivemos um verdadeiro Pentecostes. Neste sentido, o Capítulo nos chamou a um revigoramento do Carisma e nos levou a fazer memória da herança, da inspiração originária que deu início ao movimento franciscano. A experiência das esteiras nos leva a retomar nossa vocação enquanto peregrinos e forasteiros.

As bases nas quais foram construídas a nossa história estão marcadas pelo sangue dos pobres e pequenos, indígenas, mulheres e jovens negros, por um extrativismo desmedido e destruidor, por uma economia que exclui a maioria, por destruição de povos, culturas e da natureza. À luz do nosso carisma, compreendemos que se faz necessário construir um novo horizonte utópico que nos comprometa com a construção de um projeto de país com justiça e paz em respeito à integridade da criação.

Somos sensíveis ao grito dos empobrecidos e da Mãe Terra! É preciso agir com misericórdia para com eles e, com indignação diante desse sistema que exclui, empobrece e maltrata, e convocarmos a todos para se unirem à luta que hoje assumimos juntos: participar da reconstrução da Igreja com o Papa Francisco e reconstruir o Brasil em ruínas.

É chegado o momento de recolhermos nossas esteiras e as lançarmos sobre o chão das periferias do mundo, transformando continuamente nossa maneira de Ser, Estar e Consumir em reposta aos apelos do Papa Francisco.

A realidade ecológica e sócio-política-econômica do nosso país nos exige compromisso profético de denúncia e anúncio.  Assistimos, tomados de ira sagrada, à violação dos direitos conquistados, através de muitos esforços, empenhos e articulação pelo povo brasileiro. Por isso, não podemos deixar de nos empenhar junto aos movimentos sociais na luta “por nenhum direito a menos”, contra golpes, reformas retrógadas e abusivas conduzidas por um governo ilegítimo, um parlamento divorciado dos interesses da população e  uma justiça que tem se revelado fora dos parâmetros da equidade “que no lugar de fortalecer o papel do Estado para atender às necessidade e os direitos do mais fragilizados, favorece os interesses do grande capital”¹.

Dessa Cidade de Aparecida, Nossa Senhora, Padroeira do Brasil, resgatada das águas de um rio, hoje poluído e degradado, nos faz eleger dentre os diversos apelos um compromisso particular com a Irmã Água. Deste modo, nos empenharemos na construção de um processo de reflexão e ação em defesa da água como bem comum, que se dará através da participação da família em jornadas, fóruns e nas iniciativas de fortalecimento dos trabalhos ligados à promoção da Justiça e da Integridade da Criação.

Tudo isso acontece, irmãs e irmãos, porque São Francisco nos ensinou que nos momentos mais difíceis de nossas vidas devemos voltar à Casa da Mãe. Ele e seus irmãos voltavam, com frequência, à pequena igreja de Santa Maria dos Anjos, a Porciúncula. Nós voltamos ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, neste 300 anos de caminhada com os pequenos desta terra.

“Óh Mãe preta, óh Mariama, Claro que dirão, Mariama, que é política, que é subversão, que é comunismo. É Evangelho de Cristo, Mariama!”, ainda assim, invocamos suas bênçãos sobre toda a nossa família e sobre um Brasil sedento de “Paz – fruto da justiça, do bem e da Misericórdia de Deus”

06 de agosto de 2017

Conferência da Família Franciscana do Brasil


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