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Congresso Internacional e Interdisciplinar de Extensão Rural e Desenvolvimento tem participação de mais de 500 agricultores/as familiares

Congresso Internacional e Interdisciplinar de Extensão Rural e Desenvolvimento tem participação de mais de 500 agricultores/as familiares

“A nossa casa está cheia de povo”, disse o Reitor da Univasf, Juliani Tolentino, na mesa de abertura do I Congresso Internacional e Interdisciplinar de Extensão Rural e Desenvolvimento (CIIERD), que iniciou hoje (28) e encerra na segunda-feira (30), sobre a participação, principalmente, de agricultores/as familiares no evento. “Essa possibilidade foi dada por conta dessa parceria com o Irpaa, que é uma instituição que atua há quase 30 anos na região”, ponderou a Pró-Reitora de Extensão, Lúcia Marisy, que também agradeceu a parceria das demais instituições presentes, acerca principalmente do fato do CIIERD ter a participação dos/as agricultores/as familiares.

“Esse evento tem o caráter de aproximar a universidade das populações. Está buscando fomentar essa aproximação com a pesquisa, com o processo de desenvolvimento e extensão rural. Esse envolvimento com as comunidades e trazer esse saber deles para dentro da universidade”, explica Helder Ribeiro, professor da Univasf e integrante da comissão organizadora. Marisy também ponderou o quanto que o Programa de Pós-Graduação em Extensão Rural, ao propor este evento, tem contribuído para “pensar em quebrar paradigmas antigos que não satisfazem a nossa realidade e criarmos novos paradigmas”.

A cerimonia de abertura do evento acadêmico contou com a representação de comunidades tradicionais e originais, como os povos indígenas e agricultores familiares, o Irpaa, Uneb, Sebrae, poder público e a Univasf. “As organizações da sociedade civil neste evento, os agricultores/as familiares, as comunidades tradicionais e originárias são uma perspectiva diferente de resistência, de garra e determinação que nos inspira a participar deste evento, que traz para a centralidade do debate a extensão rural e o desenvolvimento”, pontuou o Coordenador Institucional do Irpaa, Tiago Pereira, sobre a importância da organização ser parceira na realização do Congresso e também do objetivo em articular os/as agricultores/as a participarem do evento.

O congresso conta mais de 1.200 pessoas inscritas, dentre elas cerca de 500 agricultores/as dos estados da Bahia, Pernambuco e Piauí. Representando agricultores/as familiares na mesa de abertura, a agricultora Viviane Paiva, da comunidade de Frade, no município de Curaçá – BA, registrou a importância da existência das instituições de ensino, organizações não governamentais, governos e as ações junto às famílias do campo. Um apoio que, segundo ela, contribui para a permanência das famílias no campo, “contribui muito com a melhoria do nosso bem estar, no nosso dia a dia...nos ajudam a melhorar a nossa qualidade de vida”, argumenta a agricultora.

Ela reconhece ainda que é preciso fazer muito ainda para que as famílias do campo vivam bem. “Nós vivemos numa área de muitas dificuldades, nós moramos lá e não queremos sair, mas as condições que encontramos muitas vezes botam a gente para sair, mas o apoio que temos das organizações, assistência técnica, isso facilita a nossa vida para continuar lá, não tão bem como gostaríamos, mas com uma vida digna”, avalia.


Intercâmbio de experiências

O evento abriu espaço para que os/as próprios/as agricultores/as contassem suas experiências exitosas em produção de conhecimento no meio rural, na perspectiva do desenvolvimento rural baseado na Convivência com o Semiárido. Ao todo serão 215 experiências populares de agricultores/as familiares, movimentos sociais e organizações populares apresentadas ao longo do Congresso em formato de relato popular. Uma destas foi do jovem agricultor, estudante da Escola Família Agrícola de Sobradinho, que é natural de Remanso – BA, Luis Carlos Alves Passos. Ele diz está ansioso para apresentar o relato de experiências de sua comunidade com produção de alimentos, criação de animais e organização comunitária pela primeira vez em um evento científico.

Para o Jovem, o Congresso “incentivou que a gente contasse a história das mulheres e desses jovens que fazem parte da comunidade. O evento é muito importante por isso, pra que a gente possa trazer as nossas experiências”, avalia. Ele diz que a sistematização da experiência que ele vai apresentar é resultado de uma construção coletiva, tanto dos demais jovens que vão apresentar junto com ele o relato no CIIERD, como da comunidade envolvida e a EFAS.

O agricultor de José Cicero Justiniano, da Comunidade tradicional de Fundo de Pasto Sítio da Barra, Remanso – BA, que também vai participar do Congresso apresentando seu relato de experiência de produção agroecológica, avalia como necessária esta união entre o conhecimento popular e o científico, com vistas a buscar uma relação mais harmoniosa entre ser humano e natureza. “Um espaço que dá oportunidade ao trabalho tanto de projeto e de conhecimento, é um espaço do povo. É um casamento que dá certo. É a Univasf, que tem um nível de conhecimento, dando espaço ao lavrador, e o lavrador mostrando suas experiências”, opina.

Uma dos modos de participação dos/as agricultores/as no evento é através de relatos de experiências populares, modalidade que geralmente não era oportunizada nos eventos realizados pelas universidades, cujo público sempre foram estudantes, professores/as, pesquisadores/as, apresentando resultados de suas pesquisas. “É muito simbólico permitir este intercâmbio de experiências, esse diálogo de saberes, essa convergência de ideias, no sentido de ajudar cada vez mais a fortalecer a ideia da Convivência com o Semiárido”, argumenta Tiago sobre esse espaço destinado aos povos do campo.

A cultura popular também foi um traço forte neste primeiro dia do CIIERD, que começou com a apresentação teatral da Trupe Novo Ato – Contadores de Histórias. Na abertura do evento, a execução do Hino Nacional foi ao som e ritmo da sanfona comandada por Silas Sanfoneiro, músico de Petrolina – PE, que também irá se apresentar na noite cultural. Apresentações culturais de povos Indígenas das etnias, além de shows musicais também compôs a programação do CIIERD.

Além de acompanhar mesas redondas, palestras, oficinas, minicursos, os participantes também estão prestigiando a feira da agricultura familiar que acontece até o final do evento, no dia 30 de outubro.

O CIIERD é organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Extensão Rural da Universidade Federal do Vale do São Francisco – PPGExR/UNIVASF e é realizado em parceria com a UNEB, IF Sertão PE, Embrapa Semiárido, Irpaa, CAR projeto Pró Semiárido - Governo da Bahia, Codevasf, Sebrae. 

Texto e Foto: Comunicação Irpaa


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