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Jovens de Juazeiro discutem educação durante intercâmbio

Jovens de Juazeiro discutem educação durante intercâmbio

Acesso a ensino público para quem vive no campo é um desafio a ser vencido, ainda mais em um contexto onde centenas de escolas rurais são fechadas a cada ano e a educação agora precisa enfrentar a limitação de gastos, aprovada pelo atual governo do Brasil, o que deve causar sérios impactos na educação técnica e superior, áreas do ensino nas quais a população mais humilde só teve a oportunidade de acessar na última década.

Foi para tratar de oportunidades e conhecimento que 22 jovens do interior de Juazeiro visitaram o IF-Sertão (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano) em Petrolina e o Centro de Formação Dom José Rodrigues em Juazeiro. A turma conheceu técnicas de manejo de animais, formas de cultivos e discutiu o contexto da educação brasileira, especialmente no que diz respeito às populações rurais. Foi um momento importante “para a gente, jovens, ver as oportunidades de curso que tem lá [IF-Sertão], dentro na nossa realidade, dentro do que a gente vive nas nossas comunidades. Hoje está aberta a oportunidade para a gente que antes não tinha, que era focada só para outras pessoas, que tinham mais acesso, tinham mais condições [financeiras]”, relata Gleidiane da Silva, 28 anos, moradora da comunidade Lagoa do Jacaré.

A diversidade de criação e plantios, algo muito comum na agricultura familiar, foi o que mais chamou sua atenção da jovem Gleidiane, pontuando que essa cultura também é presente na sua comunidade. Ela demonstrou empolgação com as práticas agroecológicas demonstradas nas visitas. Segundo Gleidiane, com o intercâmbio a/o jovem “se sente muito mais estimulado, abre os olhos, vê como é ampla essa área da agroecologia. E fica mais interessante quando a gente vê. Quando a gente fala é diferente, quando a gente vê aí realmente mexe com a gente, a gente sente vontade de fazer muita diferença”, expõe a jovem.

O sentimento de satisfação também foi demonstrado por Edileide Neres, 23 anos, moradora da comunidade Poções. “Esse intercâmbio foi muito bom para mostrar que temos mais oportunidades”, afirma a jovem. Ela disse que o convite foi feito na associação e, de pronto Edileide aceitou. “Aceitei imediatamente, já dei meu nome para vir porque acho que é muito bom. A gente andou muito, conheceu muitas coisas que a gente pode levar para dentro da comunidade da gente”, explica Edileide. Para ela, outra atividade que acredita ser possível aplicar na comunidade, visando a melhoria do rebanho é a silagem. “Na nossa comunidade utiliza diretamente o alimento para o animal e a gente pode fazer a silagem”, visualiza ela.

A jovem de Poções também gostou muito da ideia de recuperar áreas degradadas. “Uma coisa que eu me interessei muito lá foi a parte do recaatingamento, que era uma área que estava desmatada, toda limpa e hoje está toda com plantas da caatinga. Na nossa comunidade a gente olha para o lado e vê aquele cercado todo só naquele ‘terrenão’ branco, vermelho, sem ter uma árvore”, explica Edileide.

De acordo com Jamilli Rocha, 28 anos, colaboradora do Irpaa, “a intenção com o intercâmbio era despertar neles [jovens] o interesse de dar continuidade aos estudos”. Ela acredita inclusive, que a formação na área técnica, geralmente faz nascer o desejo de ir um pouco mais longe, o nível superior. Jamilli também diz que, com o intercâmbio as/os jovens conhecem “o manejo adequado e as instalações do campo. Eles percebem como lhe dar com os animais… E aí vai incentivando eles a melhorar o jeito de trabalhar”.

À noite a juventude participou de um debate musicado com integrantes da equipe e jovens da República do Irpaa, onde foram pautados a qualidade e o acesso à educação pública, principalmente para moradores de comunidades rurais.

O intercâmbio, realizado pelo Irpaa, através do projeto Ater Sustentabilidade, é fruto de uma escolha da comunidade, que entendeu ser essa uma atividade importante para o fortalecimento comunitário. Através do projeto, que tem duração de três anos e é financiado pelo Governo da Bahia, estão sendo realizadas outras atividades de assessoria técnica nos municípios de Juazeiro, Curaçá, Sento Sé, Casa Nova e Sobradinho, atendendo a 2.160 famílias.

 

Texto: Comunicação Irpaa
Fotos: Jamilli Rocha e Renan Serafim (colaborador/a do Irpaa) 


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