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Realidade política do Brasil é tema de formação promovida pelo MPC

Realidade política do Brasil é tema de formação promovida pelo MPC

Qual o maior desafio na atual conjuntura política do Brasil? Como o histórico dos regimes políticos do país pode ajudar a enxergar o contexto atual? O que 2018 reserva à maior parte da população no cenário eleitoral? Como manter o trabalho de formação para cidadania? Essas foram apenas algumas das provocações que surgiram na tarde desta quinta-feira (19) durante momento de formação promovido pelo Movimento Popular de Cidadania – MPC.

O Movimento, que existe em Juazeiro (BA) desde 2014, realizou esta atividade com a participação de seus membros e convidados/as e com a colaboração de José Moacir, do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa) e Danilo Assunção, da Coordenação Executiva do Sindicato dos Trabalhadores de Água, Esgoto e Meio Ambiente da Bahia (Sindae).

A formação aconteceu na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no bairro Alto da Aliança, em Juazeiro, e teve a intenção de ampliar a compreensão acerca do histórico do processo político do país, refletindo sobre o momento atual de perda de direitos e aumento das ameaças de prejuízos à classe trabalhadora.

Após o grupo discutir o texto “Dez conselhos para militantes de esquerda”, de Frei Betto, José Moacir apresentou alguns dados referentes aos regimes políticos do Brasil durante os 518 anos após a invasão portuguesa. O olhar para a história permite concluir que de todo esse período apenas 2% correspondeu à democracia. Moacir faz um cálculo a partir da soma do percentual do período da Colônia, Monarquia, República Oligárquica e Ditadura: “Se a gente comparasse os 518 anos a um ano, a gente teria vivido apenas uma semana de democracia... e gostamos”.

As desigualdades sociais também foram apontadas como o saldo político desses anos todos de dominação, o que faz ainda resistir na mente da população ideias escravocratas, ou seja, é comum muitos pobres querendo tornar-se ricos para também oprimir alguém, aponta Moacir. Para ele, no entanto, o país também contabiliza uma série de revoltas populares, de experiências positivas que ousaram praticar um modelo mais justo de sociedade, a exemplo de Canudos, Pau de Colher, no sertão da Bahia, entre outros no país.

“Esse momento agora que a gente vive ainda é um momento de avanço e de esperança. Na verdade é a direita que tá incomodada com o avanço das políticas de esquerda, da democracia, da participação social. Em meio a todo retrocesso, a gente está avançando, não é um momento pra entristecer nem desistir, pelo contrário”, opina o colaborador do Irpaa.

A contribuição de Danilo Assunção ajudou a refletir acerca dos retrocessos após o Golpe de 2016, a exemplo da Reforma Trabalhista e do aumento das privatizações de setores como água, saúde, energia e petróleo. O sindicalista, no entanto, chamou atenção para as falhas dos últimos governos de esquerda que não avançaram em temas de grande impacto como a Reforma Agrária, Reforma da Mídia, Reforma Tributária e que isso favoreceu o avanço da direita nos últimos dois anos, promovendo assim uma situação de retirada de direitos básicos e de privatização de diversos serviços no país.

O MPC tem pautado sua ação nas demandas básicas como a defesa do direito ao Saneamento Básico, que por sua vez também está ameaçado de perder seu caráter público quanto à prestação do serviço. Danilo alerta que o tema está em debate através de uma Medida Provisória, mas que é preciso atentar desde já, uma vez que “pra população traz danos irreparáveis”, diz ele. Na prática, um dos primeiros prejuízos seria o aumento das tarifas, as quais passariam a ser cobradas por empresas privadas e não pelos governos municipais como acontece hoje.

Elisangela Cardoso, integrante do MPC, avalia que a formação “veio para o enriquecimento de cada um de nós, pra gente ver esse cenário político, entender um pouco o que tá acontecendo”. Ela aborda a necessidade de cada participante fortalecer sua ação enquanto multiplicadores/as das discussões: “é importante que a gente passe a diante, porque a política faz parte da vida do povo e a gente tem que discutir de forma democrática em nossos meios, grupos, comunidades”, enfatiza a militante social.

 

Texto e fotos: Movimento Popular de Cidadnia
 


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