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Mesa debate perdas sociais pós-golpe 2016 durante o 10º Festival do Umbu

Mesa debate perdas sociais pós-golpe 2016 durante o 10º Festival do Umbu

A primeira tarde do 10º Festival do Umbu teve diversos debates, dentre estes a “Mesa Redonda: Análise de conjuntura política e social do Semiárido”, que teve como fala central a palestra proferida por Naidson Baptista, um dos coordenadores da Articulação no Semiárido Brasileiro. Naidson fez críticas aos representantes públicos que têm tomado decisões que prejudicam o povo, especialmente a população do Semiárido.

“Nós estamos vivendo uma situação no Brasil em que os direitos estão sendo massacrados e liquidados: o direito à terra, o direito à água, o direito à saúde, o direito à educação contextualizada”, afirma Naidson. Fortalecendo a fala do coordenador da ASA, o Deputado Federal Afonso Florence (PT/BA), conta que, “com impeachment, com Temer e com todos os golpistas, está havendo um desmonte das políticas públicas”.

Naidson exemplifica como resultado desses ataques aos direitos, o aumento em apenas um ano, de 35% da extrema pobreza na Grande São Paulo, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. “Tudo que acontece no País é resultado de opção política. Não é Deus quem faz, não são os santos, não são os orixás. Quem faz são os homens e as mulheres que dirigem o País. Hoje a gente tem um governo que não está comprometido com agricultura familiar, que não está comprometido com os mais pobres” afirma Naidson, chamando a responsabilidade para as/os eleitoras/es.

 

Para vencer os desafios atuais Naidson aponta duas saídas: a primeira seria “continuar acreditando nas coisas que fazemos, como as cisternas e a assessoria técnica. A segunda forma é observar e apoiar parlamentares que batalham pelos direitos. Estes merecem nosso apoio”. Do outro lado, segundo o coordenador da ASA, “tem gente que não merece nosso apoio, pois votam a favor de pautas que são ruins para o povo”. Naidson reafirma que existem dois lados e que ele opta pelo lado que compreende os direitos, a educação, a saúde, as cisternas. Ainda de acordo com ele, não é possível votar, por exemplo, em deputadas/os que aprovaram a redução de gastos por 20 anos. “É como se eu quisesse ir para céu e votasse no diabo”, compara.

Afonso Florence alerta que “nas eleições os mesmos deputados [que estão desmontando as políticas públicas para o povo pobre] aparecem comprando votos e trazendo benefícios de boca de eleição para as comunidades”. Tem deputado “que nunca aparece nos quatro anos e na boca da eleição aparece oferecendo trator, poço artesiano e às vezes até oferecendo dinheiro vivo, que ninguém sabe de onde vem. Esse tipo de deputado que aparece na eleição oferecendo céu e depois vota a favor da reforma da previdência, da reforma trabalhista, defende Temer e ataca Lula, está levando o povo para o inferno”, comenta Florence.

Ao final Naidson reforçou o pedido: é preciso observar a atuação das/dos deputadas/os e não votar em quem representa interesses adversos daqueles que o povo quer. “Acho que em 2018 precisamos seguir por este caminho. Se não for por aí a gente perde o trem. E quando o trem passar, para a gente correr atrás, a pé, vai ser difícil”, conclui.

Texto e Foto: Comunicação do Irpaa
 


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