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Jovens educomunicadores/as do Vale do Salitre participam de Intercâmbio no Ceará

Jovens educomunicadores/as do Vale do Salitre participam de Intercâmbio no Ceará

 Valorização da cultura e história local e turismo de base comunitária, além da educomunicação, foram os elementos de maior expressão na rota turística pedagógica


A experiência da Fundação Casa Grande, em Nova Olinda (CE), foi a fonte onde jovens do Grupo Carrapicho foram beber durante Intercâmbio realizado entre os dias 25 e 28 de abril. A atividade faz parte do Projeto Jovens Comunicadores, uma ação do Pró-Semiárido, projeto executado pelo Irpaa em cinco municípios do Território Sertão do São Francisco, através da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR).

O grupo Carrapicho, que atua no Vale do Salitre, em Juazeiro (BA), foi um dos primeiros a serem contemplados com a ação de comunicação para Convivência com o Semiárido realizada pelo Pró-Semiárido. Desde 2017 o Projeto Jovens Comunicadores vem realizado oficinas de comunicação com esses/as jovens e o Intercâmbio é parte desse cronograma de ações. “Esse projeto tem como objetivo investir em grupos de jovens já organizados, que já desenvolvem algum trabalho na área de comunicação ou não, identificados pelas entidades, para que se fortaleçam como lideranças locais”, explica Emília Mazzei, assessora de Comunicação do Pró-Semiárido e uma das idealizadoras do projeto, que é voltado para comunicação como direito humano e educomunicação.

O Intercâmbio na região do Cariri cearense foi pensado com a perspectiva de aperfeiçoar a prática da educomunicação já realizada pelo grupo, ampliar a valorização da cultura popular e enxergar o turismo de base comunitária como uma porta para a geração de renda e permanência nas comunidades. De acordo com Emília Mazzei, a aposta nos intercâmbios é “por acreditarmos no potencial da troca, do espírito de equipe que se fortalece durante as viagens e dos novos olhares que se desenvolvem”.

Esta expectativa é correspondida a partir da avaliação da educomunicadora Aline Santos, 20 anos, que diz ter levado do Intercâmbio “aprendizados para o Carrapicho e para vida também. Aprendi que devemos sempre trabalhar em grupo porque é em grupo que conseguimos tudo e espero que sirva pra todo mundo isso”. Outro depoimento mostrou a importância de também mostrar em outros lugares o que existe de positivo nas comunidades salitreiras, conforme pontua Roseane Santos, 15 anos, que também integra o Carrapicho. Durante a viagem ela fez um cordel ressaltando a importância de valorizar a identidade e cultura local, um dos anseios também do Jovens Comunicadores/Pró-Semiárido. “Estamos visando o fortalecimento da identidade cultural do jovem e incentivando a abertura de espaços em que possam se mostrar e garantir sua voz, criando os próprios meios de comunicação”, destaca Mazzei.


Turismo Pedagógico

Além de conhecer o trabalho de 26 anos realizado pela Fundação Casa Grande, ao acolher crianças e adolescentes que são estimulados/as a produzirem conteúdos e instrumentos de comunicação e assim se iniciarem em um processo de formação humana e profissional, o Grupo também visitou outros locais. Juazeiro do Norte e Santana do Cariri estiveram também na rota turística que visou garantir o acesso a experiências formativas, a exemplo de museus, monumentos históricos, casas de artesanato e pontos estratégicos na área rural.

Na região do Cariri, o turismo de base comunitária é hoje uma realidade. Os atrativos pensados para as cidades, bem como a valorização do patrimônio natural e as experiências de Convivência com o Semiárido garantem renda para centenas de famílias, além de promover a formação cidadã da juventude e a valorização da cultura da região.

A propriedade agroflorestal da família do agricultor José Raimundo de Matos, conhecido como Zé Artur, foi um dos locais que chamou atenção de jovens do Carrapicho. Marcos Santos, 17 anos, comenta que o que viu na propriedade é algo que pode ser aplicado no Salitre, sobretudo porque há uma grande necessidade de repensar as práticas agrícolas nas comunidades, uma vez que hoje predomina o uso de agrotóxicos e isso tem causado sérios prejuízos, a exemplo da degradação do solo.

A jovem Manuela Ferreira, 15 anos, que cursa o nível médio técnico em administração, também menciona essa e outras experiências vistas no Cariri como viáveis para serem replicadas no Salitre. Ela destaca a importância da Convivência com o Semiárido a partir de experiências eficazes para garantir a formação da juventude e a permanência em suas comunidades com qualidade de vida.


Texto e fotos: Petros Carneiro/Comunicação Irpaa

 

 


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