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“A Rádio Comunitária vai muito além do que a gente pensa”

“A Rádio Comunitária vai muito além do que a gente pensa”


Nos dias 17 e 18 de julho foi realizado o ENCONTRO DE ARTICULAÇÃO DAS RÁDIOS COMUNITÁRIAS SERTÃO DO SÃO FRANCISCO – BA, no auditório do Departamento de Ciências e Tecnologias Sociais (DTCS), UNEB, Campus III. No momento estiveram reunidos representantes dos municípios do Território Sertão do São Francisco ligados às rádios comunitárias e sistema de alto-falantes, além de acadêmicos e militantes do movimento pela democratização da comunicação no país.

 

No primeiro dia, a programação esteve voltada para discussão acerca de memória e dos objetivos do Fórum. A jovem Érica Daiane, integrante da equipe organizadora do evento, conduziu o encontro juntamente com Lise Luz, integrante do SASOP de Remanso – Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais. Após a exibição do filme Uma Onda no Ar, que apresenta a polêmica da Rádio Favela, rádio livre instalada na periferia de Belo Horizonte, foram divididos quatro grupos para discutir a atual situação das rádios comunitárias na região com base nos temas SUSTENTABILIDADE, PROGRAMAÇÃO e LEGALIZAÇÃO.

 

Durante a discussão geral, os pontos mais destacados perpassaram pela necessidade de elaborar projetos para concorrer a editais a fim de garantir infraestrutra e capacitação da equipe das RadComs, bem como filtrar os tipos de músicas divulgadas no sentido de despertar a consciência crítica das comunidades. Quanto à repressão dos radiocomunicadores, os grupos destacaram a importância de desenvolverem uma ação primordial: pressionar o governo a mudar a lei 9.612/98, que regulamenta o funcionamento das rádios comunitárias, limitando seu alcance a 1 km. “Criada para não ser cumprida pela sua incoerência”, afirmou a palestrante Fernanda Castro, representante do Coletivo Intervozes, atuante na luta pela Democratização da Mídia.

 

Na oportunidade, Érica apresentou os resultados do diagnóstico feito enquanto voluntária do projeto de extensão da UNEB: Comunicação Comunitária no Território Sertão do São Francisco, destacando a importância de formar politicamente as comunidades por meio de oficinas e troca de experiências, o que levaria a uma maior participação das famílias rurais na organização das RadComs. Na mesa de discussão também estiveram presentes ao lado de Fernanda Castro, integrante do Intervozes, Carol Westrup, do Instituto Cabaça de Comunicação Popular, localizado em Sergipe, que discutiu sobre o Papel das RadComs na formação da cidadania crítica, e representantes do Comitê pela Democratização da Comunicação da Região Sisaleira da Bahia.

 

Integrantes da sociedade civil organizada de diversos setores, como Sindicatos, Comissões Pastorais, rede ABRAÇO de Rádios Comunitárias, Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), entre outros, enriquecerem o debate expondo experiências de sucesso, casos de repressão e alternativas de sustentabilidade. Durante todo o evento, músicas e muita animação agitaram os grupos advindos de várias cidades do Território Sertão do São Francisco, em geral, membros das RadComs, tanto da equipe administrativa quanto da produção e locução.

 

]No segundo e último dia de encontro, integrantes do Colegiado do Fórum de Desenvolvimento Rural Sustentável do Território apresentaram a importância das RadComs, destacando a experiência do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada, o IRPAA, com o programa Viva Bem no Sertão, voltado para temáticas contextualizadas ao público do campo com abordagem crítica e plural. A importância de discutir as estratégias para a consolidação do desenvolvimento sustentável na região foi destaque na fala de Dário Nunes, colaborador do Instituto, que há 20 anos trabalha pela Convivência com o Semiárido.

 

  

Trabalhos em grupo; ao lado, Dário Nunes, colaborador do IRPAA e representante do Fórum de Desenvolvimento Rural Sustentável do Território

 

O Direito à Comunicação esteve explícito em cada opinião, fortalecendo a luta pela democratização da mídia, tendo nas rádios comunitárias um grande instrumento mobilizador. Muito além da outorga, o que se discutiu foi a conscientização das comunidades.

 

 


 

 


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