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Usinas Nucleares: uma ameaça também para o Vale do São Francisco

Usinas Nucleares: uma ameaça também para o Vale do São Francisco

 

A construção de Usinas Nucleares e as consequencias destas para o meio ambiente foi tema central de discussão em Petrolina-PE no último dia 16. Em evento realizado pelo Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA), em parceria com a Prefeitura Municipal de Petrolina, representantes de diversos segmentos da sociedade discutiram o tema “Usinas Nucleares: Um panorama mundial”. A programação contou com a participação da professora Emico Okuno, do Instituto de Física, da Universidade de São Paulo (USP).
O evento surgiu da necessidade de discutir o tema na Bacia Hidrográfica do São Francisco, tendo em vista as possibilidades da implantação de várias usinas nucleares no Sub-Médio e Baixo São Francisco. Segundo o presidente do Conselho, Carlos Pessoa, é preciso mostrar os pontos positivos e negativos referentes a este tipo de empreendimento. Para o Conselheiro, a população precisa estar esclarecida sobre energia nuclear, assim como outras possibilidades de geração de energia, como energia eólica, solar, energia contida no movimento de massas de água devido às marés, entre outras.
De modo geral, os governos tem apresentado apenas argumentos favoráveis, mas a pesquisadora destacou  as principais  questões negativas relacionada a construção de usinas nucleares, chamando atenção, em especial, para o alto custo de implantação e o impacto gerado sobre os seres vivos.  A pesquisadora apresentou dados da Agência Internacional de Energia Atômica – Sistema de Informação sobre Reatores Nucleares (IAEA-PRIS) que indicam a existência de 441 reatores nucleares para geração de energia elétrica em funcionamento no mundo.
 

País

 
Nº de Reatores
Estados Unidos
104
França
59
Japão
54
Federação Russa
31
Inglaterra
23
Coréia
20
Canadá
17
Alemanha
17
Índia
15
Ucrânia
15
Suécia
10
China
9
Espanha
9

 

Nos últimos 15 anos, a média de reatores construídos no mundo foi menor do que 5 por ano. Nota-se que os países desenvolvidos, com exceção do Japão, estão desativando os reatores existentes e não tem construído novos. Os reatores que foram fechados são 123 e existem ainda no mundo inteiro 62 reatores em construção, inclusive 2 na América Latina, sendo um desses no Brasil. 

No Brasil, há demora na construção, o que encarece ainda mais o projeto. Angra 2 (Foto), no Rio de Janeiro, por exemplo, custou U$ 7 bilhões e levou 25 anos para ser concluída enquanto nos Estados Unidos o prazo  médio de construção é de 5 a 6 anos. Em 2005, o Ministério de Minas e Energia informou que a estimativa é de que no país 50 usinas atômicas sejam construídas nos próximos 50 anos.
Além da questão econômica, outro fator que faz com que as usinas nucleares sejam alvo de protesto de inúmeros grupos da sociedade são os rejeitos altamente radioativos que elas geram, os quais demoram  até 10 mil anos ou  mais para se decompor. “Não existe um depósito para esse tipo de  rejeito em  lugar nenhum do mundo. Alguns países já chegaram a jogar  no fundo do mar, outros colocam em minas abandonadas de sal, que também são altamente corrosivas. Enterrar é uma questão complicadíssima, porque você também  não sabe por quanto tempo o material do contêiner aguentará”, esclarece Okuno.
Desmontar um reator quando a usina for desativada e guardar os rejeitos oferece também  sérios riscos, o que é chamado de “descomissionamento”. Segundo Emico Okuno, “os Estados Unidos foram  pioneiros em descomissionamento. Um reator funcionou durante 24 anos e deixou 105 milhões de quilos de rejeitos, sendo 70 milhões de quilos de concreto altamente contaminado.
Okuno falou ainda sobre as falhas no processo de fiscalização e licenciamento de atividades relacionadas a questão denunciando que a Comissão Nacional de Energia Nuclear é acionista majoritária da Eletronuclear, empresa que opera e constrói as usinas nucleares do Brasil, ou seja, é como se ela fiscalizasse a si própria.
 

 Foto: Divulgação


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