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MST ocupa área da Empresa AGROVALE no Projeto Salitre em Juazeiro (BA)

MST ocupa área da Empresa AGROVALE no Projeto Salitre em Juazeiro (BA)

Trabalhadores/as Rurais Sem Terra ocupam aproximadamente 2 mil hectares da Agrovale e contam com apoio de famílias salitreiras

Na madrugada do dia 15 de abril, cerca de 400 famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST ocuparam a área da Empresa Agrovale no Perḿetro irrigado Salitre, em Juazeiro - BA. A área de aproximadamente 2 mil hectares está improdutiva, porém já conta com estrutura de água, com uma média de seis canais dentro do lote empresarial.

A ação do movimento faz parte do “Abril vermelho”, jornada de lutas do MST que acontece todos os anos no mês de abril, quando se lembra também o Massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido em 17 de abril de 1996, resultando na morte de 21 trabalhadores sem terra. Em todo o Brasil, sedes do INCRA estão sendo ocupadas, assim como outras formas de protesto estão sendo realizadas neste mês.

A ocupação da área do Projeto Salitre, de acordo com as/os manifestantes, ocorre por dois motivos centrais: é uma forma de denunciar que a terra não está cumprindo sua função social, devendo ser destinada a Reforma Agrária e exige também o cumprimento do compromisso firmado entre o MST e a Codevasf, Ministério da Integração nacional, Casa Civil e INCRA no ano de 2008, quando cerca de mil famílias foram retiradas da área do projeto Salitre, antes da implantação da primeira etapa.

As/os acampados já deram início a construção dos barracos de lona, uma das ações que caracterizam um Acampamento do MST. A posição do movimento é de que esta não é uma ocupação simbólica, mas sim de resistência, com reivindicações concretas a serem atendidas e com perspectiva das famílias manterem-se no local. “Nós ocupamos porque essa área é destinada ao agronegócio e está ociosa, não cumpre a função social, por isso deve ser destinada a Reforma agrária”, disse Socorro Varela, integrante do movimento.

 

Participação de famílias salitreiras

Produtores/as do Vale do Salitre que há muito tempo reivindicam água para produção às margens do rio, atualmente temporário e seco nos últimos dias em alguns trechos, também estão participando da ocupação. Comungando da luta por terra e água para a produção agrícola familiar, agricultores/as de comunidades como Marruá, Curral Velho, Abreus, fortalecem hoje a ação do MST, participando de forma ativa da ocupação.

O Rio Salitre é um dos afluentes do São Francisco e encontra-se em situação de total degradação devido a má gestão da água e formas de devastação praticadas, principalmente, por grandes produtores desde a década de 1970.

A maior parte do afluente, no trecho pertencente ao município de Juazeiro, atualmente recebe água do São Francisco e tem sido constantemente palco de conflitos relacionados ao acesso à água para a agricultura e também abastecimento humano.

 

Ocupação do Projeto Salitre 2007/2008

Em abril de 2007, antes de ser inaugurada a primeira etapa do Perímetro Irrigado Salitre, cerca de mil famílias do MST construíram o Acampamento Vale do Salitre, nas proximidades de uma das casas de bombas mantidas pela Codevasf. Um ano depois, um acordo feito com o governo da Bahia, Governo Federal e Órgãos como o INCRA e a Codevasf, fez com que as famílias fossem transferidas para uma área no município Sobradinho (BA), onde teriam toda estrutura necessária para um assentamento, segundo o acordo firmado entre o Movimento e as organizações governamentais.

De acordo com as/os militantes do MST na região, as famílias desocuparam a área, mas a infra-estrutura do Assentamento Vale da Conquista, à poucos quilômetros do Lago de Sobradinho, não foi totalmente garantida e apenas 600 famílias foram assentadas.


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