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Assembleia Legislativa da Bahia homenageia Cícero Félix por sua militância política no Semiárido

Assembleia Legislativa da Bahia homenageia Cícero Félix por sua militância política no Semiárido

Na quarta etapa do Programa Assembleia Itinerante, a cidade baiana a sediar sessões foi Juazeiro, no último dia 04. O Centro de Cultura João Gilberto quase não comportou o público que variou desde vereadores e prefeitos do norte da Bahia até militantes de diversos movimentos sociais, representantes de entidades da sociedade civil, prefeituras e orgãos públicos da região. O Programa, de autoria do atual presidente da Casa, o deputado Marcelo Nilo, transfere formalmente a sede do Legislativo para cidades do interior, com a intenção de aproximar ainda mais o parlamento da população, diz a descrição da proposta.

Duas sessões foram instaladas. Na primeira, a palavra foi restrita aos parlamentares que fizeram uso para apresentar pautas ou rebater críticas. Já a segunda sessão teve caráter especial, uma vez que foi feita homenagem a seis pessoas de Juazeiro por sua atuação política no município e região. Um dos homenageados foi o técnico em agropecuária, Cícero Félix, que nasceu no município de Xique-Xique, mas vive em Juazeiro há mais de 30 anos, onde desenvolveu toda sua trajetória política social e também partidária.

A indicação da homenagem veio do deputado Paulo Rangel, do Partido dos Trabalhadores (PT), partido este que Cícero passou a construir desde a década de 1980, chegando a ser presidente do diretório municipal por dois anos. Além de sua militância partidária, foi determinante para a concessão da medalha 02 de julho, seu engajamento nas lutas voltadas para a Convivência com o Semiárido, à defesa do Rio São Francisco e os povos riberinhos, dentre outras contribuições no âmbito dos movimentos sociais.

Pronunciamento

Ao fazer uso do tempo concedido para os agradecimentos, Cícero compartilhou a homenagem com seus familiares presentes, companheiros/as de caminhada, com o Irpaa (Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada), a CPT (Comissão Pastoral da Terra) e em especial com as pessoas que lutam pela Convivência com o Semiárido. Registrou o início da militância na Pastoral da Juventude do Meio Popular, sem esquecer de fazer referência à Dom José Rodrigues, para ele, profeta do Semiárido.

Na sequência, mencioinou a importância desta ação itinerante da Assembleia, contudo não exitou em propor: "Seria interessante que a Casa colocasse na programação um espaço para a Tribuna do Povo, para ouvir o povo". Em sua fala Cícero buscou contemplar os anseios dos movimentos sociais e entidades onde ele sempre esteve, destacando a viabilidade da Convivência com o Semiárido e o que vem sendo feito pelas organizações da sociedade civil no sentido de consolidar este novo paradigma. Chamou atenção também para a necessidade de revitalização do Rio São Francisco, bastante agredido, explorado. Por fim, propôs ainda que a Assembleia Legislativa do estado da Bahia se organizasse e construísse junto com as entidades de pesquisa, universidades e organizações da sociedade civil a Política Estadual de Convivência com o Semiárido.


Perfil - Cicero Felix dos Santos nasceu em Xique-Xique (BA) em 1969, mas vive em Juazeiro BA a 30 anos. É Técnico em Agropecuária formado pela Escola Agrotécnica de Juazeiro no ano de 1991. Iniciou como militante político nas Comunidades Eclesiais de Base (CEB's) e na Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP) na Diocese de Juazeiro no início dos anos 1980, sob a orientação de Dom José Rodrigues. No mesmo período passou a fazer parte também da militência do PT – Partido dos Trabalhadores. Participou de vários cursos de formação política dentre eles destaca a participação em encontros de formação sobre Educação Popular com Paulo Freire. Contribuiu no processo de criação e consolidação do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA), entidade da Sociedade Civil reconhecida nacional e internacionalmente pelo trabalho desenvolvido em defesa da Convivência com o Semiárido Brasileiro. Nesta entidade, foi coordenador do Setor de Produção Agropecuária, coordenador do Programa de Convivência com o Semiárido em Curaçá, Uauá e Canudos e coordenador Institucional. Atuou durante cinco anos na equipe da Comissão Pastoral da Terra (CPT) que atua junto aos Povos da Terra e das Águas em defesa da Vida. Colabora a mais de 20 anos com o processo de construção de Políticas Publicas tendo como base a lógica da Convivência com o Semiárido dentre elas destaca: a política de segurança hídrica; a política de educação contextualizada; a política nacional de combate à desertificação. Participa da Articulação Popular São Francisco Vivo (APSFV), que atua na defesa do Rio São Francisco e dos Povos ribeirinhos. Participa em diversos espaços da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA) como representante do IRPAA, que congrega mais de mil organizações da Sociedade Civil espalhadas por toda região, com o objetivo de construir e viabilizar a Política Nacional de Convivência com o Semiárido. É membro do Núcleo Diretivo do Fórum do Território do Sertão do São Francisco representando o Irpaa, onde atualmente atua como coordenador de projetos na área de Assessoria Técnica e Extensão Rural (ATER).


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