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Debate e construção de propostas conjuntas marcam encerramento de Rota Estratégica de Aprendizagem

Debate e construção de propostas conjuntas marcam encerramento de Rota Estratégica de Aprendizagem

Após sete dias de atividades e visitas a experiências relacionadas ao tema Promoção da Agroecologia e Construção Social dos Mercados, Programa Semear encerra a Rota Estratégica de Aprendizagem, em Juazeiro.

Os participantes da segunda edição da Rota Estratégica de Aprendizagem do Programa Semear se reuniram hoje (15), em Juazeiro, após sete dias de visitas às experiências relacionadas ao tema Promoção da Agroecologia e Construção Social dos Mercados, encerrando a rodada de atividades e debates. A programação teve início com uma apresentação do especialista temático, Carlos Eduardo Leite, que fez uma síntese das experiências visitadas nos municípios de Várzea da Roça, Uauá e Remanso.

Dentre as principais aprendizagens, Carlos Eduardo destacou o aspecto organizativo das experiências visitadas. “Mesmo com todo o acompanhamento das organizações de assessoria locais, é a organização política dos agricultores e agricultoras que fortalece a experiência”, explicou. A questão da terra ainda é um desafio apontado pelo consultor: “não há possibilidade de se ter um sistema sustentável no Semiárido só com as atividades produtivas. É preciso ter terra. Só se pode manejar a caatinga e diversificar a produção, se houver terra suficiente para os manejos e isso não tem entrado na agenda das políticas públicas do Semiárido”. O especialista colocou ainda como desafio a participação da juventude; a regularização das áreas de Fundo de Pasto, como uma demanda forte das comunidades; e a disseminação das experiências de uma maneira mais consistente e aprofundada.

A partir da apresentação, foram formados subgrupos para discutir os elementos levantados pelo especialista temático, de maneira mais analítica. Uma das questões apontadas pelos grupos foi a falta de energia elétrica como limite para a qualidade de vida das famílias nas comunidades rurais. Em seguida, os grupos finalizaram as propostas preliminares de planos conjuntos de gestão do conhecimento, construídos a partir do diálogo entre suas práticas organizacionais e aquelas visitadas durante o itinerário formativo.

Os grupos apontaram a participação de jovens e mulheres em algumas experiências, as iniciativas da agricultora Gracinha no armazenamento de água, especialmente, a técnica das garrafas plásticas, a permanência das famílias na terra, extrativismo sustentável, identidade de fundo de pasto e reecatingamento como aspectos mais marcantes das vivências, permanecendo os desafios do acesso à terra e da Assistência Técnica e Extensão Rural por parte do poder público.

Os seis planos apresentados trouxeram propostas de ações conjuntas com objetivos como recuperar áreas de capoeira em sistemas agroflorestais no sertão; avaliar parcerias para troca de conhecimento e disseminação das ações; fortalecer a Rede Ater Nordeste, investindo na formação de jovens e inseri-los nos processos de decisão. Foram abordadas ainda a formação em Agroecologia para a juventude, na perspectiva da permanência no campo com qualidade de vida, por meio de experiências produtivas, restauração de nascentes e comunicação voltada para sistematização e fortalecimento dos grupos; além de difusão do conceito de terra e território.

Geyson Coutinho Moura, representante da EMATER, no Piauí, avaliou a Rota como muito enriquecedora. “Foi a primeira oportunidade que tive de conhecer uma experiência nesses moldes. As possibilidades de mercado apresentadas foram muito positivas e inovadoras. Meu maior aprendizado foi ver a auto-valorização dos produtores”. Para Verônica Pinheiro, técnica na COAFAP, da região do Apodi, Rio Grande do Norte, a Rota foi “um grande momento para conversar com produtores, ver as dificuldades que enfrentam e perceber as semelhanças e diferenças com as experiências no meu Estado”.

O Programa Semear é implementado pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura – IICA e o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola – FIDA, com apoio da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento – AECID. Para realização das Rotas Estratégicas de Aprendizagem, conta com a assistência técnica-metodológica da Corporação Regional Procasur.

Texto: AsCom Rotas Estratégicas

Foto: Divulgação


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