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Educadores/as do Salitre visitam Centro de Formação do Irpaa e discutem a prática da educação contextualizada à região

Educadores/as do Salitre visitam Centro de Formação do Irpaa e discutem a prática da educação contextualizada à região

Mesmo em período de recesso escolar, educadores/as de três escolas da Rede Municipal no Vale do Salitre, em Juazeiro, estiveram neste dia 03 discutindo diversos elementos da Convivência com o Semiárido no Centro de Formação D. José Rodrigues. Aproximadamente 20 educadores/as, que ministram disciplinas diversas para estudantes do ensino fundamental (1º ao 9º ano), puderam ter acesso a um novo olhar sobre a história do Semiárido, com destaque para o povoamento do Vale do São Francisco e os massacres indígenas que existiram nesta região, inclusive no Vale do Rio Salitre.

O grupo mostrou-se surpreso ao se deparar com uma historiografia diferenciada que traz informações novas, principalmente a respeito da grande população indígena que havia na região por volta dos anos de 1.500 e que foi dizimada com a chegada de colonizadores portugueses.

Na opinião do educador Ailton Junior, esta nova visão contribui para uma prática educativa mais voltada para a realidade, uma vez que “todo livro didático tem uma visão eurocêntrica e mais do cotidiano do Sul”. Segundo ele, essas iniciativas, como a visita e o trabalho que a escola já vem desenvolvendo no sentido de valorizar o “ser salitreiro”, são necessárias “para que nosso aluno se perceba nesse contexto, dentro desse recorte histórico”, avalia.

A “Trilha da Convivência com o Semiárido” também fez parte da programação. A Trilha consiste em mostrar diversas tecnologias e práticas apropriadas à região voltadas para a captação e armazenamento de água de chuva, criação de animais adaptados à região, cultivos diversos, além de área de preservação da Caatinga. Durante a caminhada, integrantes do Irpaa apresentam esses espaços ao mesmo tempo em que dialogam com as/os participantes com o propósito de visualizarem na prática a proposta de Convivência.

Conforme Edineusa Souza, colaboradora do Irpaa, elementos próprios da pedagogia, como a contextualização, a interdisciplinaridade e transposição e sequência didáticas “são coisas muito faladas que a gente ver aqui nessa trilha”. No trajeto as/os participantes podem ver que de forma simples podem trabalhar na sala de aula diversos conteúdos, potencializando, inclusive, a prática da interdisciplinaridade tão sugerida para as escolas. Com o estudo do manejo da água é possível mobilizar diversos saberes e relacioná-los com as diversas disciplinas contidas no currículo escolar, exemplifica Edineusa.

Para além da visita

A dificuldade da prática da educação contextualizada muitas vezes fica inviabilizada por falta de qualificação docente. Com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre a região, é que surgiu a proposta de visita ao Irpaa, de acordo com Solange Almeida, gestora escolar.

Após a Trilha, o grupo discutiu as dificuldades e entraves ainda existentes para consolidação de uma educação formal contextualizada ao Semiárido, bem como os caminhos que orientam para novas abordagens pedagógicas que possam desconstruir os paradigmas negativos sobre esta região.

Para a arte-educadora Maria Lúcia Andrade, a dificuldade de muitos docentes em trabalhar de forma contextualizada decorre do distanciamento das realidades, dos conflitos sociais, que por vezes a/o educador/a parece está de fora. “Muitas vezes a gente não se ver nesse processo”, afirma.

Nesse sentido, a visita reforça a importância de conhecer outras visões, de problematizar, refletir sobre os conhecimentos postos. Moacir dos Santos, colaborador do Irpaa, ao defender esta necessidade de reconstrução histórica, diz que trata-se processo de “recuperação do olhar”, tarefa que envolve a pesquisa, o estudo, o reconhecimento dos saberes populares, das vivências, do sentimento de pertencimento ao lugar onde se vive.

A atividade contou com a participação de educadores/as das Escolas Edualdina Damásio, da comunidade de Campo dos Cavalos, Lúcia Carmem, da comunidade de Horto e Herbet Mouse, da comunidade de Capim de Raís. A gestora das escolas, Solange Almeida, e a coordenadora pedagógica, Lusilêna Pires, também participaram da visita.


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