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II Encontro estadual da juventude do MPA começa nesta sexta-feira (02)

II Encontro estadual da juventude do MPA começa nesta sexta-feira (02)

Cerca de 200 jovens do Movimento de Pequenos/as Agricultores/as (MPA) do estado da Bahia estarão reunidos no II Encontro Estadual da Juventude do MPA, a partir do dia 02 até 05 de agosto deste ano, no Assentamento Terra Nossa, Ponto Novo – BA. O evento é uma realização do MPA e tem como tema “Juventude Camponesa protagonizando sua história”. Os participantes são de todos os cantos da Bahia, entre eles integrantes do Levante Popular da Juventude e organizações da cidade.

Edivagno Matos Rios, coordenador estadual do MPA, explica que o objetivo de renuir a juventude do campo e da cidade, “é debater a conjuntura atual que estamos vivendo hoje, a importância que tem a gente continuar lutando, afirmar o nosso jeito de ser, viver e a nossa identidade cultural e despertar na juventude este sentimento de rebeldia, debatendo temas do campo e da cidade”, informa. Edivagno explica que, na oportunidade do debate acerca do papel da juventude do campo nos processos de luta, será construída a pauta da juventude a ser apresentada ao estado brasileiro.

Durantes estes dias, os jovens participarão de debates sobre a conjuntura atual, oficinas, ações de rua, apresentações culturais, momentos específicos para discutir sobre a Jornada e o Congresso Nacional do MPA, entre outras atividades. Em umas das oficinas, a do Plano Camponês, Matos esclarece, que será mais um momento da juventude se apropriar da proposta do Projeto de vida do povo camponês (distribuição da terra, viver bem e produzir alimento saudável, saúde, lazer, identidade cultural e muito mais) e enriquecê-lo com as suas pautas e reivindicações.

Este Encontro é também um dos momentos de mobilização e preparação da juventude ao protagonismo na organização de dois eventos maiores do MPA, o primeiro se trata da Jornada Nacional da Juventude do MPA a ser realizada em 2014 e o segundo o 1º Congresso Nacional do MPA previsto para acontecer em 2015, com a expectativa de reunir 5 mil pessoas do campo e da cidade. Ainda de acordo com Edivagno, “este momento é essencial para contribuir para que a juventude alimente seu espirito de luta, animação e de caminhada”.

Ato contra o agronegócio em Ponto Novo

Como parte da programação será realizado um ato público pelas ruas da cidade contra o monocultivo e o uso abusivo de agrotóxico(veneno), no município de Ponto Novo, especificamente, nos perímetros irrigados. Edvagno explica, que o município de Ponto Novo foi escolhido como o local para sediar o II Encontro devido ao seu histórico de concentração de terra pelo agronegócio e da luta do MPA neste local.

“É um local que é importante para nós, até para reafirmar esta luta, a resistência do povo e para que estes jovens conheçam a realidade dali... quando as pessoas chegam ali e vivem o que está acontecendo, já é uma forma de resistir em sua comunidade, sua região quando chega esse modelo de agronegócio”, argumenta Edivagno.

Entenda a luta do MPA em Ponto Novo

O MPA está acampado em uma área desde 2008, questionando o modelo de agricultura praticado em Ponto Novo, assim como em vários outros municípios brasileiros, e as consequências que isto provoca no desenvolvimento sustentável da região e na vida das famílias camponesas, como a degradação do solo, a expulsão das famílias do campo para as periferias da cidades, uso abusivo de agrotóxicos, concentração de terra, entre outros.

Rios Explica que este acampamento é também para lutar denunciar uma empresa de fruticultura irrigada que se instalou na zona rural do município, “em Ponto Nova a empresa Sitio Barreira produz a banana, utiliza o veneno, pulveriza aéreo, onde a cidade fica a menos de três quilômetros do perímetro irrigado. No período que esta empresa veio para Ponto Novo e de lá expulsou, com ajuda do estado, mais de 400 famílias da região, a comunidade deixou de existir. E desde que essa empresa chegou o estado implantou o perímetro irrigado e hoje a população na cidade aumentou bastante, a miséria na cidade aumentou...”, denuncia. Segundo Edivagno, em cinco anos de acampamento, as famílias acampadas já passaram por sofrimentos, como o despejo, a destruição de moradia que o povo tinha feito.

Ele alerta que, “quando o agronegócio chega na região, chega com promessas que vai ser bom, que vai gerar emprego e prometendo, mas quando vai ver na prática é uma total destruição de todas a formas de vida, principalmente, naquela localidade”, argumenta.

Comunicação Irpaa


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