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Aprender Brincando: Irpaa aposta na formação de filhos e filhas de beneficiários/as de Ater

Aprender Brincando: Irpaa aposta na formação de filhos e filhas de beneficiários/as de Ater

Como garantir atividades de Assessoria Técnica e Extensão Rural para famílias do Semiárido baiano com a participação significativa das mães que em geral precisam dedicar parte do tempo aos filhos/as? Uma alternativa desenvolvida pelo Irpaa, dentro do projeto de ATER/MDA, é a atividade recreativa com os filhos/as dos agricultores/as que estarão participando das atividades coletivas, realizadas de forma paralela.

Este momento com as crianças da zona rural será uma oportunidade também de, na prática da educação contextualizada, contribuir com a formação de sujeitos, fortalecendo a identidade sertaneja, oportunidade de fortalecer a escolha de permanência no campo e a valorização da infância.

Animação em GIF de alguns momentos da FormaçãoPara tanto, 12 profissionais estão participando desde o dia 02 até dia 06 de setembro, da Formação de Recreadores e Recreadoras do Projeto de Ater Federal, no centro de Formação Dom José Rodrigues, Juazeiro - BA. Este momento tem o objetivo também de sensibilizar estes/estas profissionais que atuarão diretamente com crianças acerca da proposta da Convivência com o Semiárido, observado os elementos que a constitui.

Os/as recreadores/as atuarão, a partir deste mês, com crianças de 4 a 13 anos no mesmo dia em que ocorrerão os atividades coletivas com os pais e as mães nas comunidades. Os materiais didáticos e a metodologia a serem utilizadas são apropriados e de fácil compreensão entre as crianças. Instrumentos como o teatro, a música, a literatura, os jogos, a comunicação, a dança, entre outros também serão utilizados para enriquecer estes momentos e tratar de questões como terra, água e meio ambiente.

Alaíde Régia Sena, pedagoga e colaboradora do Irpaa, explica ainda que são oportunidades de politização infantojuvenil, “não é só para ficar com os meninos e meninas, mas ela tem um objetivo bem mais amplos. É isso que a gente pretende que a gente sonha, plantar no coração das nossas crianças a proposta de Convivência com o Semiárido”, defende.

A Formação

Ao longo destes cinco dias eles/elas passaram por momentos de discussão, debate, elaboração, construção, planejamento baseando-se no trabalho que realizarão em campo, acerca de temas e questões como terra, água, meio ambiente, educação contextualizada, comunicação, produção de alimentos, arte educação, entre outros. Para isto, cada Eixo de atuação do Irpaa fez estas abordagens, sugerindo materiais, criados pelo Irpaa, voltados para o público infantil, como cartilhas, gibis, livros.

O conteúdo da formação elencou desde os elementos da Convivência com o Semiárido como a pedagogia, o desenvolvimento infantil, a importância do lúdico na Ater e a contribuição de Dom José Rodrigues neste processo. Por exemplo, contextualizar as brincadeiras, jogos, músicas e outros elementos com a realidade vivenciadas por estas crianças, buscando elevar a autoestima dos sujeitos, educando para valorização da vida nesse espaço.

“A formação serviu para nos alimentar, nos munir”, diz o recreador do município de Curaçá, Maicon Miguel Vieira da Silva. Ele considera que a atividade com as crianças não é uma brincadeira sem sentido, “a gente vai para as comunidades, além de recrear, com o objetivo de trabalhar a consolidação da Convivência com o Semiárido dentro do ambiente lúdico”, afirma.

Todos/as receberam vários materiais, como uma apostila com conteúdos a serem aproveitados no trabalho junto ao público, com dica para lidar com as diferenças de faixa etárias e de realidades diferentes, orientações metodológicas, textos, exemplos de jogos e brincadeiras infantis.

Garantir, pelo menos, 30% da participação das mulheres

As atividades recreativas com os/as filhas das/dos agricultores/as é uma ação inovadora na instituição. Ao longo da experiência do Irpaa com ações realizadas junto às famílias camponesas, o que se tem observado como fator limitante da participação feminina nas atividades coletivas é sempre a dificuldade de ter alguém para cuidar dos/das filhos/as nestes momentos, explica Alaíde. A partir desta constatação e com os exemplos de outras experiências positivas, como a do MST, inclui-se neste projeto estas atividades com as crianças.

O projeto de Ater é uma das ações do Plano Brasil Sem Miséria do Governo Federal, com recursos oriundos do Ministério do Desenvolvimento Agrário - MDA, sendo gestado pelo Irpaa. O projeto está na 1ª fase de implementação com a participação de 2,500 famílias dos municípios de Curaçá, Casa Nova, Canudos, Juazeiro, Sobradinho e Uauá.

Texto e Foto: Comunicação Irpaa
 


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