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Comunidade de Mocambo recebe primeira etapa de obra de recuperação hidroambiental

Comunidade de Mocambo recebe primeira etapa de obra de recuperação hidroambiental

No último sábado (09), a comunidade de Mocambo, município de Curaçá (BA), recebeu representantes do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), AGB Peixe Vivo, as empresas Gama Engenharia e Aliança e Irpaa na entrega oficial da primeira etapa da obra de recuperação hidroambiental do Riacho Mocambo.

Após a explanação da empresa executora, representantes de comunidade e povoados vizinhos falaram sobre a execução do projeto, ressaltando os aspectos positivos e também a expectativa para continuidade do mesmo. De acordo com o engenheiro civil da Aliança Pinturas e Reformas, Pedro Argollo, foram construídas 60 barragens de pedras para diminuir a velocidade da água, impedindo assim a erosão e as voçorocas; 60 barreiros trincheiras com capacidades para 500 mil litros cada; 12 km de cerca para recuperação da Caatinga; além de 55 km de estradas vicinais recuperadas.

Elaborado pelo Irpaa em 2011, o projeto “Revitalização da Micro-Bacia do Riacho Mocambo e afluentes, no Município de Curaçá-BA” foi apresentado ao CBHSF com o objetivo de contribuir para a recuperação de áreas degradadas e ameaçadas pela desertificação na microbacia do Riacho temporário e seus afluentes, visando o desenvolvimento sustentável das comunidades inseridas. A partir de processo de licitação, a Aliança foi a executora desta primeira etapa, sendo a Gama Engenharia a responsável pela fiscalização das obras que contaram com investimentos na ordem de R$ 1.280.000,00 oriundos da arrecadação com a cobrança de água no Rio São Francisco.

Avaliação


“Acertamos muitas coisas, esperamos que o projeto continue, que venha trazer mais benefícios para a comunidade, que venha a melhorar cada vez mais nosso ambiente, nosso riacho, as nossas nascentes”, disse Wedson Medrado, morador da comunidade que foi contratado pela empresa como para acompanhar a execução do projeto. No entanto, algumas reclamações são feitas pelos/as moradores/as da comunidade, alegando que nem todas as ações previstas foram concluídas, como é o caso do cercamento.

Conforme o presidente da Associação de Mocambo, Arnaldo Cardoso, estavam previstos inicialmente 29 km de cerca com apenas cinco fios de arame, a comunidade sugeriu que fossem usados nove, no final apenas 12 km foram finalizados, deixando uma série de perfurações para os postes abertas em meio à Caatinga, o que pode acarretar em acidentes para os animais.

Na avaliação da Gama Engenharia, as adaptações são naturais, especialmente em projetos hidroambientais. “Estamos apenas iniciando esse trabalho na Bacia do São Francisco. Não tenho dúvida alguma que foi um sucesso esse projeto aqui na Bacia do Mocambo, todos estão felizes”, disse Alex Gama, diretor da empresa. Para ele, o sucesso do projeto deu-se tanto do ponto de vista da engenharia quanto do resgate da autoestima das pessoas envolvidas.

Já para João Gnadingler, representante do Irpaa e membro do CBHSF, o projeto não foi executado tal como foi proposto. João questiona a postura da AGB Peixe Vivo em contratar empresas que muitas vezes não tem experiência com o tipo de tecnologia adaptada ao clima da região e elenca algumas das falhas do projeto, a exemplo dos barreiros trincheiras que não possuem localização e medidas corretas (deviam ser de 5 metros de largura, 4 m de profundidade e 30 m metros de comprimento) e a necessidade de uma maior mobilização da população de Mocambo e entrono. A crítica é no sentido de se fazer um melhor uso dos recursos investidos, “por isso queremos insistir que seja um projeto bem executado, sustentável, que não só serve para nós, mas também para os filhos”, ressaltou Gnadingler. No processo de execução, o Irpaa teve dificuldades de acompanhar o trabalho devido a resistência da empresa em aceitar sugestões para melhoraria e benefício das famílias envolvidas.

Uma proposta para segunda etapa do projeto foi entregue por Alex Gama, diretor da Gama Engenharia, o qual deverá ser discutido pela comunidade. A reunião, que aconteceu na escola do povoado, contou ainda com a presença do representante da Prefeitura de Curaçá, Givaldo Lopes e dos vereadores Januário Brandão (PR), presidente da Comissão de Agricultura e Meio Ambiente e Teodomiro Mendes (PCdoB), que, enquanto presidente da Câmara Municipal, se colocou à disposição de projetos como estes, ressaltando a importância da ação cidadã de preservar os recursos naturais.

O Projeto da recuperação da Bacia do Mocambo envolve as comunidades que se encontram na micro-bacia, sendo: Logrador, Poço do Gato, Faz. Teles, Mocambo, Boa Esperança, Botocudo e Umbuzeiro, local onde fica sua nascente.


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