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Classes multisseriadas: um desafio que ainda persiste nas escolas do campo

Classes multisseriadas: um desafio que ainda persiste nas escolas do campo

Em muitas comunidades rurais a pedagogia de escolas multisseriadas é utilizada como única alternativa para dar acesso a escolaridades da população que vive e trabalha no campo. Salas multisseriadas são classes onde um mesmo educando/a ministra aulas para estudantes de diferentes séries e idades. O desafio é garantir que esses estudantes de níveis diferentes dominem os conteúdos didáticos, o que nem sempre permite uma educação de qualidade e contextualizada para a realidade da comunidade, na qual estão inseridas.

Para garantir educação de qualidade dentro da percepção de turmas multisseriadas é necessário repensar as novas práticas pedagógicas e curriculares voltadas para a realidade do campo, que contribuíam para um ensino de qualidade e digno.

Essa é a realidade da Escola Municipal Cornélio Barbosa da Silva, localizada na comunidade Barra do Brejo, em São Bento, município de Curaçá, na Bahia. A escola trabalha com estudantes do segundo período até o quinto ano, em apenas uma sala, no turno da tarde. Para Gisleide Conceição Xavier, professora da escola, esse modelo de sala multisseriada apresenta algumas dificuldades, uma delas é “o tempo, não dar para dar assistência a todas as turmas... quando estou tirando a dúvida de uma turma, tem outra que eu não consigo atender” afirmou.

Essa é a primeira vez que Gisleide é professora de sala multisseriada. Ela conta que a principal diferença para as salas tradicionais é em relação ao planejamento das aulas, pois a necessidade de atender diversos níveis de conhecimentos das turmas em um único espaço dificulta esse planejamento.

Outra dificuldade encontrada na escola está relacionada com a leitura. De acordo com Gisleide, no início do ano letivo, poucas crianças sabiam ler. Para mudar essa realidade, ela começou a intensificar as atividades de leitura, as aulas eram iniciadas com oração e depois com a rodada de leitura. Hoje quase todas os/as educandos/as conseguem ler. A professora relatou que sua maior alegria foi quando um estudante de quatro anos, disse que já sabia ler, e começou a juntar as palavras e pronunciar a palavra completa. “Agora todos as crianças chegam na sala e vão logo para a prateleira e pegam um livro, eles têm orgulho de mostrarem que sabem ler” , comenta Gisleide.

Para a professora são momentos como esses que tornam o ato de ensinar gratificante, e que apesar das dificuldades ela está realizada com seu trabalho. “Estou conseguindo realizar tudo que tinha planejado no início do ano, a maioria dos meus alunos estão lendo”, conta a professora.

Incentivo a leitura


A Escola Municipal Cornélio Barbosa da Silva, é contemplada com o projeto da horta pedagógica através do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa) e nesse último sábado (7), a mesma comunidade da escola foi a terceira a receber a Arca das Letras, uma biblioteca móvel, com acervo de livros didáticos, paradidáticos, gibis, livros infantis, revistas e publicações do Irpaa.

A entrega simbólica da arca foi uma das atividades coletivas, realizadas pelo projeto de Assessoria Técnica e Extensão Rural do Plano Brasil Sem Miséria (ATER-PBSM), do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), desenvolvido pelo Irpaa. Estudantes, família, representantes da escola, da associação local e do Irpaa estiveram reunidos na escola para participarem do entrega da Arca. Para Tiago Pereira, colaborador do Irpaa, essas ações ajudam a fortalecer os laços de solidariedade e integração entre as comunidades e a instituição.

O encontro foi repleto de atividades lúdicas, contação de histórias e causos e outras atividades recreativas. Alaíde Régia, pedagoga e colaboradora do Irpaa, utilizou de dinâmicas para afirmar como o ato da leitura contribui para “alimentar” a imaginação e transformar a realidade das pessoas.

Seu Euclides Almeida de Mendonça, presidente da associação da comunidade e agente de leitura da Arca das Letras, disse que vai contribuir de forma positiva na prática da leitura, e não apenas para as/os estudantes da escola e sim para toda a comunidade. Segundo o mesmo, é necessário incentivar essa ação e “o incentivo pode ser feito convidando a comunidade a participar mais, fazer algumas atividades para que eles venham se interessar a ler mais... essas atividades vão fazer com eles despertem e saibam que aqui (escola) tem o que ler” afirmou.

Clique aqui e assista ao vídeo e conheça mais sobre o programa Arca das Letras.

 

Texto e Foto: Comunicação Irpaa


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