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Família mantém viva a esperança de produzir e conviver com região semiárida

Família mantém viva a esperança de produzir e conviver com região semiárida

Ao cair às primeiras chuvas no sertão da Bahia, as famílias se renovam com a alegria e esperança, sentimentos compartilhados por Dona Ângela Maria dos Santos, Seu Jorge Antônio Passos e seus dois filhos, Vanessa Alves Passos, 13 anos e Daniel Alves Passos, 9 anos, na Comunidade de Cacimba do Silva, distrito de Itamotinga, em Juazeiro. O casal divide as tarefas realizadas em sua roça, lugar de onde é retirado o sustento da família, enquanto os filhos dedicam boa parte do tempo aos estudos.

Dona Ângela relembra da época em que não tinha o cultivo de frutas, plantas e que criava as cabras e ovelhas com muitas dificuldades, devido à dificuldade de acesso a água. “Os carros-pipas colocavam água para a gente beber, quando chovia tinha água para os criatórios, quando não chovia a gente tirava água da cisterna para dar aos bichos”. Essa realidade começou a mudar alguns anos, com a perfuração do poço, que tem garantido água para o plantio de maracujá, banana, leucena, demais cultivos e rebanho de animais.

Além de cuidar da casa e ajudar o marido nas atividades do dia a dia, Ângela utiliza o leite das cabras para produzir queijo de forma artesanal, prática realizada há quatro anos. Um dos principais meios de renda da família é a comercialização do queijo, produto que é vendido em sua comunidade, localidades circunvizinhas e também em Juazeiro e Curaçá. Para garantir o leite de qualidade, o casal tem o cuidado com a alimentação dos animais, fornecendo ração, forragem duas vezes ao dia, além de pastarem na Caatinga.

É com orgulho que Ângela diz que expõe as cabras e ovelhas na feira de caprinos e ovinos que acontece na comunidade Cacimba do Silva. O plantio de maracujá há dois anos é cuidado com muito zelo por Seu Jorge, que aduba o cultivo através do sistema de água da irrigação. “A adubação é feita pela mangueira, não é pelo chão. Eu jogo num balde, dissolvo ele, jogo no balde do sistema que coa, daí eu encho os tubos e ligo os registros e jogo na roça”. O agricultor comenta que com esse sistema ele sozinho aduba a roça de forma mais rápida.

Os frutos são comercializados em Juazeiro, principalmente no Mercado do Produtor da cidade, e embora Seu Jorge relate que tem diminuído as vendas do maracujá, ele acredita no potencial do fruto e no aumento das vendas após esse período de estiagem.

Novos caminhos

Hoje a família Passos é acompanhada por uma técnica em agropecuária do Irpaa, que atua no projeto de Assessoria Técnica e Extensão Rural do Plano Brasil sem Miséria, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, o que vem dando mais ânimo para o casal de agricultores. Seu Jorge fala que através desse acompanhamento, eles recebem formações a respeito do cuidado com a terra, produção, o uso da água e mais informações que permitem conviver de forma sustentável com o Semiárido, compreendendo e respeitando as peculiaridades da região.

Texto e foto: Comunicação Irpaa


 

 


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