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Entidade da Áustria conhece de perto ações de Convivência com o Semiárido no norte da Bahia

Entidade da Áustria conhece de perto ações de Convivência com o Semiárido no norte da Bahia

 

Representantes da Agência de Cooperação do Movimento de Crianças e Jovens Católicos da Áustria – DKA Áustria, entidade com atuação em quatro continentes, visitaram o Irpaa este mês para monitorar o projeto que é desenvolvido com a cooperação da instituição. O objetivo da visita também foi de conhecer de perto o trabalho desenvolvido pela instituição, os/as protagonistas das ações e a região Semiárida, principalmente, o bioma Caatinga.

São quase 20 anos de parceria entre a DKA Áustria e o Irpaa, garantindo as ações continuas de educação contextualizada, principalmente, para jovens e crianças do campo. Esta colaboração sem interrupções, além de ser um compromisso social da entidade austríaca, também é resultado do empenho e a responsabilidade do Irpaa ao desenvolver suas ações, o que vem garantindo que a DKA acredite na proposta de trabalho do Instituto e continue aprovado e sendo parceira da proposta da Convivência.

O atual projeto apoiado diretamente pela DKA é a “Valorização da Infância no Semiárido Brasileiro”, cujo trabalho é realizado por meio do baú e rodas de leitura e tem como objetivo possibilitar para crianças e jovens do Semiárido, principalmente da Zona Rural, a ampliação da leitura. Não só uma leitura de livros, mas do mundo, a partir do local em que estão observando os conhecimentos da proposta da Convivência. “E com isso as crianças vão melhorando a sua percepção de ver o mundo e, não só isso, vão melhorando também esse competência do ato de ler e escrever de uma forma mais prazerosa”, argumenta a Coordenadora Institucional do Irpaa, Lucineide Martins.

A responsável pelos projetos na DKA, Ângela Kemper, explica que é de interesse da instituição apoiar a educação para as crianças por defender que é preciso começar a formação do sujeito já na infância, “que as crianças e os jovens já aprendam a valorizar o seu ambiente e o contexto no qual vivem e que tenham uma admiração, um apreço e um amor por esta região”, defendeu.

Lucineide explica que esta parceria tem uma prioridade com a Educação Contextualizada, contribuindo com a melhoria da qualidade de vida das crianças e adolescentes dessa região. “A DKA tem possibilitado ao Irpaa e a Rede de Educação Contextualizada do Semiárido Brasileiro uma mudança significativa na política Educacional desta região”, afirmou Lucineide. Outras mudanças têm acontecido por conta desta parceria, a exemplo da formação continuada para gestores/as na perspectiva da Convivência. Martins lembra ainda que sem vários atores envolvidos nesta trajetória, a proposta educacional, não teria alcançado os êxitos, como os/as educadores/as, os/as estudantes/ as escolas e outros/as.

A programação da visita
A programação da chegada deles/as a região semiárida contemplou atividades e visitas de campo e reuniões. Num primeiro momento, aconteceu uma conversa com representantes do Irpaa sobre o trabalho da instituição ao longo destes anos de existência. Eles também conheceram a trilha da Convivência, realizada no centro de Formação Dom José Rodrigues, Juazeiro, onde puderam saber um pouco mais, sobre as tecnologias sociais e quais elementos constituem a proposta da Convivência. No dia seguinte, puderam conversar e conhecer de perto a realidade da família do agricultor e experimentador, Alcides Peixinho, em Uauá – BA, que desenvolve experiências exitosas de Convivência com o Semiárido.

Avaliação da proposta da Convivência

Na avaliação de Ângela, a partir do que ela pode ver e ouvir nesta vinda ao Brasil, a região Semiárida deu um salto em termos de qualidade de vida para as famílias da região, a partir da interferência do trabalho do Irpaa e de outras instituições não governamentais que tem lutado pela consolidação da proposta da Convivência com o Semiárido. “Esse trabalho 20 anos atrás era quase desconhecido, era uma inovação completa e eu diria revolucionou a área semiárida do nordeste brasileiro. Porque com toda essa proposta da Convivência, toda a qualidade de vida do povo daqui, ganhou um novo sentido, ganhou uma nova qualidade de vida. Então, a gente avalia essa proposta em si como inovadora, profética e até revolucionária”, pontuou.

A última visita realizada pela agência, que também apoia outras entidades no Brasil, foi no ano de 2007. Ângela, além de explicar que não pode realizar este tipo de momento todos os anos, pontuou que a visita tem mostrado muitos resultados, “está sendo uma oportunidade muito grande de ver em que direção toda essa proposta de Convivência está se desenvolvendo e como ela está pegando mais respaldo pela população... então a gente sente como as comunidades absorveram essa ideia e estão praticando-a”, considerou.

Para Kemper mesmo diante destas conquistas, ainda é preciso trabalhar muito para que a proposta da Convivência seja uma luta de todos os movimentos, redes, organizações sociais e, principalmente, garanta políticas para a região, “até que a proposta penetre em todos os meios dos quais o povo vive dentro do semiárido”, afirmou. Outro desafiou apontado pela Austríaca é que é preciso ainda avançar muito na questão da reforma agrária para garantir também o acesso e a distribuição de terras as populações rurais, “esta é uma questão complicada e no Brasil, ultimamente, quase não andou nada... o Brasil em si não vai mudar se essa reforma não for implementada”, conclui.
 

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Texto e Foto: Comunicação Irpaa


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