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Articulação São Francisco Vivo Promove Encontro de Avaliação e Planejamento

Articulação São Francisco Vivo Promove Encontro de Avaliação e Planejamento

 

As entidades que formam a Articulação Popular São Francisco Vivo realizam seu primeiro encontro de planejamento e avaliação neste ano de 2014. O evento acontece desde a segunda-feira,  dia 10, e vai até o próxima quarta-feira, dia 12, no Centro de Formação Dom José Rodrigues, em Juazeiro (BA). Na pauta do encontro estão temas bem conhecidos das entidades que representam as comunidades tradicionais de toda a Bacia do São Francisco como: o avanço dos grandes projetos e as atuais condições de vida dessas populações que precisam estar organizadas para enfrentar esses projetos que destroem a biodiversidade e os recursos naturais da região, comprometendo o modo de vida das pessoas.
 
De acordo com Wilson Simonal, líder da comunidade quilombola de Curral da Pedra em Abaré (BA), as empresas de minério querem iludir as pessoas da comunidade com promessa de emprego e bem estar, quando todos já sabem os problemas que esse tipo de empreendimento traz para zona rural. Mas, as organizações locais tem convencido boa parte da comunidade a optar por projetos que assegurem o abastecimento de água e as formas de produção apropriadas à realidade da região, um trabalho de resistência que, segundo Wilson, envolve muito o Sindicato dos Trabalhadores Rurais e as Associações comprometidas com as lutas dos povos quilombolas.
 
Para Roberto Malvezzi (Gogó), membro do Conselho Nacional dos Pescadores (CPP), os grandes projetos econômicos que tanto ameaçam as comunidades tradicionais fazem parte de uma lógica capitalista que, em nome do dinheiro, não respeita o modo de vida do povo nem tão pouco os recursos naturais do lugar. Esses projetos como as mineradoras e os parques de energia eólica tem um discurso sustentado em três promessas: emprego, renda e desenvolvimento. No entanto, produzem muita destruição e miséria que só são percebidos com o passar do tempo. Essas empresas destroem o solo, as fontes de água e demandam grandes extensões de terras expulsando os animais e principalmente as famílias e fazem uma ocupação violenta dos territórios porque tem, inclusive, formas de desrespeitar e de desmanchar a legislação ambiental em seu favor. Porém, de acordo com Malvezzi, nada substitui a organização e a resistência do povo que de maneira articulada pode acionar o Ministério Público e mobilizar a opinião pública através dos meios de comunicação e redes sociais, utilizando os mecanismos de mobilização local a partir das organizações e representações dessas comunidades que não devem se render nunca diante dessas ameaças.
 
Participam deste encontro, entidades como Irpaa, CPT, CPP, MST,GAU, Paroquia de Curaçá, além de representações de Pescadores/as, Indígenas, Associações de Fundo de Pasto, Associações do Salitre, dentre outras.

 


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