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Parceria entre Escola Família Agrícola de Sobradinho e EFA de Monte Santo garante ensino médio profissionalizante para jovens do campo

Parceria entre Escola Família Agrícola de Sobradinho e EFA de Monte Santo garante ensino médio profissionalizante para jovens do campo

 

Duas turmas de 40 estudantes (cada uma) concluintes do ensino fundamental II oriundos de Escolas Família Agrícola, Comunidades Fundo de Pasto, Assentamentos, entre outras comunidades rurais irão começar a partir de março as aulas do ensino médio profissionalizante ofertado pela Escola Família Agrícola de Monte Santo, via Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária - Pronera. Entre estes/as estudantes, estão cerca de 20 jovens da região que concluíram o nono ano na Efa de Sobradinho e também das comunidades tradicionais de Fundo de Pasto. Em quatro anos de estudo, estudantes sairão formados em Técnico/a em Agropecuária.

O representante da Associação Mantenedora da Escola Família Agrícola de Sobradinho - Amefas, Tiago Pereira, explica que esta parceria é uma demanda da própria Efas e vem otimizar o processo de chegada de estudantes da zona rural ao ensino médio, seguindo a mesma linha da pedagogia da alternância e de uma educação contextualizada. Essa relação entre as duas escolas, também ação da Rede das Escolas de Família Agrícola Integradas no Semiárido – Refaisa, vem para fortalecer a Efa de Sobradinho e as comunidades tradicionais de Fundo de Pasto, explicou Felipe Silva Alves, da equipe da Efa Monte Santo.

Para a Diretora da Efa de Sobradinho, a oferta deste curso técnico em Monte Santo via Pronera é muito importante, “muitos filhos de agricultores não tem condições de ir para Petrolina, Juazeiro e cursar ensino médio técnico, lá os cursos são voltados para o agronegócio. Na Efas de Monte Santo eles vão falar a mesma língua da Escola Família, tem a questão do pequeno, da agricultura familiar, da agroecologia. É uma continuidade.”, defende Eliana.

Avó de futuro estudante do curso técnico, D. Felícia Ramos de Oliveira, do Assentamento São Francisco, Sobradinho-BA, conta que está muito satisfeita com esta oportunidade que o neto está tendo de dá continuidade aos seus estudos. “Eu admirei muito o estudo dele aqui nessa escola, por isso, meu desejo é que ele continuasse o estudo dele em uma Escola Família Agrícola. É muito significante. Ele vem do campo e quer que a escola dele seja voltada para o campo ”, disse. D. Felícia explicou que no assentamento vai abrir uma turma de primeiro ano, mas não se trata ainda do curso técnico em agropecuária, desejo do seu neto.

Ainda de acordo com Tiago Pereira, o ensino da escola caminha para a garantia da construção de uma sociedade igualitária e sustentável, onde “o conhecimento é construído de forma participativa, levando em consideração todo o embasamento, empírico e social que estes sujeitos já tem a partir de sua realidade e levando em consideração também uma grade curricular que considera as especificidades e potencialidades dessa realidade, com ênfase nas atividades de retorno (Plano de Estudo e vivencias) ”, defende.

O curso

O curso, com duração de 4 anos, visa formar jovens do campo em Técnico em Agropecuária voltados para atuar na região semiárida. Este curso tem particularidades na alternância com o tempo em que a/o estudante vive na escola e o tempo na comunidade serem maiores do que no ensino fundamental II. São 45 dias em tempo integral na escola e 90 dias na comunidade, com base na Pedagogia da Alternância. Na comunidade, desenvolvem os 'deveres de casa', além da tarefa de contribuir na rotina da família e demandadas pela escola.

Felipe explica que o diferencial do ensino profissionalizante realizado pela escola diz respeito a todo um contexto no qual a/o estudante está inserido. “Não basta ele fazer um curso técnico. É preciso também que ele tenha um ensino técnico agropecuário contextualizado com a realidade dele. Qual é a realidade das nossas comunidades? É uma realidade da agricultura familiar, do enfrentamento do agronegócio... tem toda essa realidade que trabalhamos lá, que é conteúdo nosso, tanto no tempo escola, como no tempo comunidade”, explicou Felipe.

As/os estudantes interessados/as podem se inscreverem até o dia 20 de fevereiro através da União das Associações de Fundo de Pasto de Casa Nova, a EFA de Sobradinho e o Irpaa. A previsão do início das aulas é para março deste ano, em data a ser divulgada. Este curso é direcionado, principalmente, para as comunidades tradicionais.

A Efa de Monte Santo já possui uma estrutura para garantir desde o ensino fundamental II até a graduação dentro de uma proposta de uma educação voltada para a formação social do povo do campo, todos os níveis com base na pedagogia da alternância. A escola participou e foi aprovada na Chamada Pública lançada pelo Incra para oferecer esse ensino Técnico em Agropecuária, via Pronera e também oferta o curso de graduação em Agroecologia juntamente com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB.

Para saber mais sobre o Pronera acesse o link: pronatec.mec.gov.br

Texto e Foto: Comunicação Irpaa
 


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