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Curso sobre o Plebiscito Popular reúne mais de 300 pessoas na Bahia

Curso sobre o Plebiscito Popular reúne mais de 300 pessoas na Bahia

Crescendo em todo país, a meta das entidades envolvidas na elaboração do Plebiscito Popular da Constituinte é montar comitês municipais e regionais, além de construir uma grande votação no período de 1 a 7 de setembro

Aconteceu no último fim de semana, 22 e 23 de fevereiro, o I Curso Estadual de Formação de Formadores do Plebiscito Popular. Estiveram presentes cerca de 300 pessoas, entre ativistas e militantes de mais de 60 organizações - entidades, sindicatos e movimentos sociais - de diversas regiões do estado.

No primeiro dia, o encontro - que aconteceu no Colégio Estadual Stiep Carlos Marighella, recém-nomeado por iniciativa da comunidade através de uma eleição popular referendada pelo Governo do Estado - debateu em torno do Sistema Político brasileiro e o porquê da convocação de uma Assembleia Constituinte Exclusiva e Soberana que modifique o atual sistema político em nosso país. Estiveram presentes o especialista no assunto José Antônio Moroni (INESC), além do secretário estadual do PT na Bahia, Weldes Queiroz, e Thays Carvalho, do Levante Popular da Juventude.

Moroni frisou que o poder econômico domina os processos eleitorais em nosso país e que precisamos realizar o debate na sociedade sobre a necessidade de retirar do poder econômico as grandes empresas transnacionais e os bancos das eleições.

“Sabemos que quem ‘paga a banda, pede a música’. Por financiar inúmeros candidatos e se beneficiar com essa lógica, seguem dominando a política em nosso país um verdadeiro pacto das elites, retirando o povo indígena, negro, as mulheres, a juventude, a comunidade LGBT de exercerem a política. Mais do que isso, o poder econômico não age somente nas eleições, determina toda a vida política do país; o poder econômico age através da burocracia do Estado. Exemplos disso são as concessões dos meios de comunicação e do transporte público. Elas criam relações que fortalecem o poder econômico”, disse.

Durante a tarde, o curso seguiu com o tema da Constituinte Exclusiva e Soberana e teve a presença da dirigente do Partido dos Trabalhadores em São Paulo, MisaBoito, e Mário Neto, da Direção Nacional da Consulta Popular. Misa foi contundente e destacou que o voto em lista e o financiamento público de campanha são algumas das questões centrais para a construção unitária do Plebiscito nacionalmente e pelas quais os partidos de esquerda devem se debruçar.

Para Mário Neto, da Consulta Popular, a questão fundamental é o debate do poder: “Para nós, lutadores e lutadoras do Povo, a questão central da esquerda na construção desse Plebiscito Popular por uma Assembleia Constituinte Exclusiva e Soberana do sistema político é o debate do poder. É necessidade das amplas forças populares se unificarem em torno de uma bandeira política e marcharem unidas, construindo um amplo processo de formação, organização e lutas, para que possamos acumular forças contra os setores conservadores e reacionários do nosso país, que inviabilizam as reformas estruturais, como a reforma agrária popular, reforma urbana, da educação, da saúde, a reforma tributária, etc”.

No sábado à noite ocorreu ainda uma homenagem a Carlos Marighella, na qual o seu filho, Carlos Augusto Marighella, esteve presente.

Por todo o país

Crescendo nacionalmente, a meta das entidades envolvidas na elaboração do Plebiscito Popular da Constituinte é montar comitês (municipais, regionais, por local de trabalho, moradia, estudo) em todos os lugares e construir uma grande votação no período de 1 a 7 de setembro de 2014, na semana da Pátria.

No domingo, os grupos debateram os desafios organizativos para a construção do Plebiscito na Bahia e a questão das sub-representações, com movimentos e organizações de juventude, dos indigenistas, negras e negros, mulheres e LGBTTs.

Maíra Guedes, da Marcha Mundial das Mulheres, diz que a sub-representação das mulheres é a porta de entrada para o debate sobre o Sistema Político. Segundo ela, “a discrepância é visível na sub-representação das mulheres, mas não podemos reduzir o sistema político ao legislativo. O congresso é expressão da correlação de forças, se queremos mais mulheres no congresso, precisamos construir a força social do feminismo popular”.

Para Luciano Marques, Juventude Socialista (UJS), por mais progressista que os últimos doze anos de governo tenham sido, com a atual configuração do sistema político os avanços são limitados. “Se hoje, temos condições de pautar esse tipo de proposta, isso se deve a pressão popular da juventude que esteve nas ruas em 2013, aliado a um governo mais progressista, com inúmeras contradições, muitas delas em virtude da atual configuração do sistema político”. Juliane Santos, Pataxó da comunidade Aldeia Velha (Porto Seguro) e integrante do Conselho Indigenista Missionário (CEMIS), relaciona a falta de resolução dos problemas dos indígenas no Brasil à bancada do Congresso ligada ao agronegócio, e o fato de não haver nenhuma representação indígena no Congresso.

Para encerrar o curso, a Banda afro Ilê Aiyê, principal referência construtora dos blocos afros no Brasil, que ao longo de sua trajetória artístico e política vem intervindo na construção da preservação e valorização da cultura afro-brasileira através de projetos politico-educacionais na cidade de Salvador, se apresentou.

Texto Por Jamile Araújo e Naiara Aguilera,
Do Comitê Estadual do Plebiscito-Bahia

Disponível em: www.brasildefato.com.br


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