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Em Jaguarari, armazenamento de água da chuva possibilita planos para a produção

Em Jaguarari, armazenamento de água da chuva possibilita planos para a produção

Com as chuvas que começaram a cair no final de 2013 já foi possível armazenar uma boa quantidadede de água nos barreiros e cisternas construídas pelo Projeto Mais Água em Jaguarari (BA). O projeto, que conta com financiamento da Secretaria de Desenvolvimento Social e Comabate à Porbreza da Bahia – Sedes, está sendo executado pelo Irpaa.

Há alguns anos, o Irpaa vem atuando no município através de outros projetos de construção de tecnologias de captação e armazenamento de água. Celso Bonfim, colaborador do Irpaa responsável pela mobilização dos beneficiários e implementação das tecnologias, destaca a importância da iniciativa, lembrando que famílias contempladas com outros projetos que garante água de produção, mesmo com a irregularidsade das chuvas, cultivam produtos e comercializam, a exemplo de limão.


Esperança renovada com o Barreiro Familiar

Na comunidade de Lopes, a família de S. Genivaldo Vieira dos Santos, conhecido como Valdo do Lopes, já conta com uma área de produção de palma, capim, feijão, andu, tomate, e frutas como banana, ciriguela, mamão, maracuja da Caatinga (maracujina), caju, cajá. O barreiro vem então a ser útil para a família e também para os animais, que terão acesso mais fácil à forragem.

S. Valdo lembra que no período de estiagem comprava ração e cortava mandacaru e chique-chique para alimentar o rebanho. Na propriedade cria-se caprinos e ovinos, suínos e galinhas, animais de pequeno porte que consome uma menor quantidadede de água e, além de servir para alimentação da família, são também uma fonte de renda importante.

Uso do Barreiro Comunitário após as lições da estiagem

Outra tecnologia implantada pelo Projeto no município é o bareiro comunitário. Situado em uma área conhecida como Alagadiço dos Caçadores, o barreiro foi escavado em um terreno que favoreceu a escavação, tornando-o, depois de cheio, um barreiro muito “bonito”, como comentam os beneficiários. Hoje com mais de 1.600 m³ de água, o barreiro comunitário beneficia mais de 60 criadores, mesmo tendo sido cadastrados apenas 10 beneficiários, conforme normas do Projeto.

Segundo os criadores, cerca de 1000 cabeças de animais hoje bebem no barreiro, o que trouxe alívio para as famílias que antes da chuva encher os reservatórios chegavam a pagar R$ 100 por pipas de água para aliviar a sede dos rebanhos. “Se isso tivesse sido feito antes, não tinha esse sofrimento não”, argumenta o criador Irênio Antônio Barbosa. “E tinha mais criação”, completa Djalma Silva Santana, se referindo a perda de animais nos anos de estiagem.

Celso avalia que a seca foi uma dificuldade, mas o ponto positivo foi a lição que deixou. Para ele as famílias hoje percebem que é mais fácil criar caprinos e ovinos do que bovinos. Outro ponto positivo apontado pelo técnico é a necessidade de manter a roça e de preservar a Caatinga, o que em Jaguarari durante muitos anos foi retirada para plantar capim. “A seca também é um ensinamento para as pessoas que aqui vivem”, conclui Celso.

Os primeiros lucros a partir da cisterna de enxurrada

Na comunidade de Anjico, S. Raimundo Barbosa e Dona Ana Morgado apresnetam felizes os canteiros de coentro e o pomar que já se forma com a água de chuva e com os cuidados do casal e do filho que estuda na cidade, mas também orienta a produção. Após cinco meses com água na cisterna, já foi possível colher melancia, abóbora e coentro e fruteiras como mamão, côco, acerola, manga, goiaba, laranja, maracujá, pinha já estão se desenvolvendo. Cultivos como mandioca, andu, ervas medicinais e nativas como o umbuzeiro também diversificam a produção.

Para estimular ainda mais o esforço do casal, o primeiro canteiro de coentro já rendeu lucros. Sem gastos com adubação, já que o esterco utilizado nos canteiros é oriundo do rebanho da família, S. Raimundo arrecadou R$ 160 em duas colheitas do primeiro canteiro de coentro. Prestes a ter uma nova colheita, ele diz que esta já irá atender uma encomenda de 30 molhos. “Na hora que a gente quer, é só vim aqui e pegar, muito rápido”, comenta D. Ana, falando da facilidade em ter os alimentos próximo à cozinha de casa e cultivados de forma saudável.

Saiba mais sobre o Projeto Mais Água


O Projeto Mais Água executado pelo Irpaa vai instalar um total de 651 tecnologias de captação e armazenamento de água de chuva e realizar atividades voltadas para a Convivência com o Semiárido em cinco municípios dos Territórios do Sertão do São Francisco, Norte de Itapicuru e Itaparica, na Bahia. Trata-se de um total de 885 famílias dos municípios de Abaré, Curaçá, Uauá, Jaguarai e Andorinhas que além de receber as tecnologias, estão participando de cursos, visitas e intercâmbios.

Em Jaguarari estão sendo implementados: 60 cisternas de produção; 01 barragem subterrânea; 60 barreiros trincheiras familiares; 05 barreiros trincheiras comunitários; 10 limpezas de aguadas; 20 quintais produtivos.

Texto e fotos: Comunicação Irpaa
 


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