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Sertão do São Francisco discute e aprova propostas para o fortalecimento da economia solidária

Sertão do São Francisco discute e aprova propostas para o fortalecimento da economia solidária

Com o tema, "Construindo um Plano Nacional de Economia Solidária para promover o direito de produzir e viver de forma associativa e sustentável", foi realizada nos dias 12 e 13 de maio, em Juazeiro, a 2ª Conferência Territorial de Economia Solidária, etapa Sertão do São Francisco. Diversos segmentos da sociedade participaram deste espaço, como empreendimentos solidários, organizações não governamentais e poder público. Durante o evento foi possível fazer um balanço do cenário da Economia Solidária (Ecosol) no Território, analisando as forças e as fraquezas e as oportunidades e as ameaças para o desenvolvimento da Ecosol.

Ao final da Conferência, a plenária elegeu delegados/as para levaram as demandas locais para a etapa estadual, que vai acontecer em Salvador na próxima semana. Entre as propostas apresentadas, oito foram eleitas como prioritárias para compor o Plano Territorial de Economia Solidária. Energia e agua potável nas comunidades; criar espaços específicos de comercialização dos produtos da Agricultura Familiar e Economia Solidária; linha de crédito especial para o segmento da Ecosol; inserir nas matizes curriculares da educação básica até os cursos profissionalizantes disciplinas sobre a Ecosol, foram algumas das propostas aprovadas.

Na ocasião, além das prioritárias, outras propostas foram elaboradas e aprovadas para constarem no Plano Territorial. Estas construções aconteceram durante a programação por grupos temáticos como a produção, comercialização e consumo sustentável, financiamentos solidários, ambiente institucional e conhecimentos sobre Economia Solidária. Outra deliberação da plenária foi a constituição da comissão territorial para dar continuidade a elaboração do Plano Territorial.

Para o articulador Territorial de Desenvolvimento, Ângelo Neri, o desafio desta conferência foi pensar propostas que de fato garantam condições dos grupos produzirem, escoarem sua produção e ainda garantir um espaço especifico para a economia solidária, além da criação de um selo especifico para o segmento. Ele ressalta algumas dificuldades enfrentadas “em relação a comercialização e as regularização fundiária das áreas. E outra coisa é a legislação e isso tem dificultado muito o desenvolvimento dos empreendimentos para o desenvolvimento da economia solidária”. Para ele, apesar das dificuldades, os empreendimentos têm conquistado muitos resultados e que as organizações não governamentais, que assessoram estes grupos, tem contribuído para isso.

Um dos desafios apontados pelos participantes foi a garantia de mercados para a comercialização dos produtos da Agricultura Familiar e grupos de Ecosol, já que existe uma qualitativa e significativa disponibilidade de produtos e matéria prima. A burocratização de acessos aos mercados institucionais e não institucionais foi um das dificuldades apontadas. Surgiu como uma das oportunidades a realização de Feiras e o apoio de instituições parceiras.

Para a pescadora, integrante da Associação de Pescadores e Pescadoras de Remanso, Irani da Silva dos Santos, a Conferência é mais um espaço de discussão para fortalecer e unificar as pautas dos empreendimentos de economia solidária, “a gente tem que participar. Agente divide as tarefas andando num barco só, uma pauta comum”, conta. O engajamento na unidade de beneficiamento de pescado tem trazido muitos resultados, entre eles a conquista de autonomia das mulheres e a oportunidade de concluir os estudos como explica D. Iraci. “. As mulheres não andam mais de olho roxo, não cozinham no fogão a lenha, mudaram a auto estima, hoje são respeitadas através da nossa organização”, informa.

As conferências estão sendo realizadas em todos os Territórios de Identidade da Bahia, pela Secretaria do Trabalho, Emprego Renda e Esporte (Setre), por meio da Superintendência de Economia Solidária (Sesol)e comissão organizadora territorial, composta pelo Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa), Centro de Economia Solidária (Cesol), Serviço de Apoio as organizações Populares (Sasop) e Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A etapa estadual acontecerá de 21 a 23 deste mês, em Salvador. A Conferência Nacional de Economia Solidária acontecerá em Brasília, de 26 a 29 de novembro de 2014.

Texto e Foto: Comunicação Irpaa
 


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