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“As mulheres inventaram a agroecologia”, diz militante durante o III ENA

“As mulheres inventaram a agroecologia”, diz militante durante o III ENA

 O protagonismo das mulheres sempre foi visível na agricultura em todas as regiões do Brasil. No entanto, a visibilidade disto é costumeiramente anulada devido ao modelo patriarcal que ainda se reproduz na sociedade capitalista. Durante o III ENA, mulheres de xx estados do Brasil estão tendo a oportunidade de aprofundar a discussão acerca da relação indissociável entre o feminismo e a agroecologia.

“Não há agroecologia sem feminismo”, afirmam as mulheres presentes no III ENA. Rejane Medeiros, do GT de Mulheres da ANA (Articulação Nacional de Agroecologia) diz que vem sendo pautada a “importância da agroecologia também trabalhar a relação entre as pessoas e nós queremos que as mulheres sejam visibilizadas nesse processo”, já que de modo geral a agroecologia vem sendo focada apenas no “cuidado com a aterra, com o ar, com a água, com a relação com a natureza”, lembra.

Militantes, mães, filhas, agricultoras, educadoras, comunicadoras, jovens, adultas, idosas, estão compartilhando suas experiências nas plenárias, oficinas, seminários, além da Feira de Saberes e Sabores que é aberta ao público. Uma plenária específica com as mulheres foi garantida na programação da tarde do sábado (17) e contou com intervenções das mulheres acerca de diversos assuntos, especialmente no que diz respeito a garantia de direitos, tendo como base a equidade de gênero.

Mírian Nobre, da Marcha Mundial de Mulheres destaca a importância da escuta. Para ela, ouvir o que as mulheres tem a dizer sobre suas vivências possibilita conhecer o papel da mulher na sociedade e a partir dos relatos, afirmar, por exemplo, a relação da mulher com a origem da agroecologia. “Elas disseram: nós estamos fazendo agroecologia há muitos anos, nossas mães estavam fazendo, nossas avós, a gente estava guardando as sementes, resistindo nos territórios, e a gente nem sabia que isso se chamava agroecologia”, destaca Mírian. Ou seja, é possível dizer que “as mulheres inventaram a agroecologia”, conclui.

Mercantilização do corpo das mulheres, padronização da beleza, preconceitos com negras, camponesas, indígenas e pobres, violência do estado, criminalização da pobreza, exploração do trabalho são alguns dos temas que perpassam a programação do III ENA. Em pauta de forma propositiva, o fortalecimento da luta feminista, o direito à comunicação, o incentivo a autonomia das mulheres por meio da educação, economia solidária, respeito às conquistas já existentes.

Para Joaquim José da Silva, que veio da Chapada Diamantina, na Bahia, é muito bonito ver as mulheres mostrarem sua força e ver que através das organizações elas vem conquistando seu espaço e vem trabalhando na agricultura familiar “provando que sem os agrotóxicos se produz e produz bem para alimentar a nação”. Ele acompanhou a Plenária de Mulheres e expressa que as mulheres são capazes de lutar, reivindicar e buscar seus direitos.

Texto e Fotos: Comunicação III ENA

 


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